É o grande problema interior, aquele de cada um e de todos. É o problema da alma, que descobre em si mesma um abismo de trevas e de luz, que se contempla com uma mistura de encantamento e de pavor e se diz: "Eu não sou deste mundo, pois ele não é suficiente para me explicar".
Os grandes Iniciados- Édouard Schuré

5 de dez. de 2011

Criatividade...

05/12/2011
5+3+4=
3



Hoje eu manifesto a criatividade e me expresso em alegria...
Me conecto a tudo o que realmente existe e deixo a cura acontecer...
Me liberto...


Por exemplo, existe um motivo, nas histórias de índios americanos, que eu chamo de “a
recusa de pretendentes”. Temos uma jovem, bela e formosa, e um jovem lhe propõe
casamento. “Não, não”, ela diz, “não há ninguém suficientemente bom para mim, por
aqui.” Aí aparece uma serpente; ou, se for um rapaz que não quer nada com as moças,
aparece a serpente rainha do grande lago. Assim que recusa os pretendentes, você se eleva
acima do nível comum e se coloca num nível de poder mais alto, de perigo maior. A
questão é: você está preparado para enfrentar o desafio?
Outro motivo dos índios americanos envolve a mãe e dois meninos. A mãe diz: “Vocês
podem brincar em volta das casas, mas não vão na direção norte”. É para o norte que eles
vão. Eis o aventureiro.
MOYERS: O que você conclui daí?
CAMPBELL: Com a recusa de pretendentes, com a ultrapassagem de uma barreira, começa
a aventura. Você adentra num terreno desconhecido, novo. Não pode haver criatividade a
menos que você abandone o delimitado, o fixo, todas as regras.
Existe uma história iroquesa que ilustra o motivo da rejeição de pretendentes. Uma garota
vivia com a mãe numa barraca, no limite da aldeia. Era uma garota muito bonita, mas
extremamente orgulhosa, e não aceitaria nenhum dos rapazes. A mãe vivia terrivelmente
aborrecida com ela.
Certo dia, elas estavam colhendo madeira bem longe da aldeia, quando uma escuridão
ameaçadora se abateu sobre elas. Pois bem, não era o escuro da noite. Quando uma
escuridão daquelas ocorre, há sempre a artimanha de um mágico por detrás. Então, diz a
mãe: “Vamos juntar alguns gravetos e fazer uma pequena barraca para nós; vamos colher
madeira e passar a noite aqui,”.
JOSEPH CAMPBELL
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– 172
E exatamente o que fazem; preparam uma pequena ceia e a mãe adormece. De repente, a
garota abre os olhos e vê um belo jovem diante dela, com um cinto de contas de conchas,
esplêndidas plumas negras... um tipo muito atraente. Ele diz: “Vim para me casar com você
e aguardarei sua resposta”.
E ela diz: “Preciso consultar minha mãe”.
Ela faz a consulta, a mãe aceita o jovem como genro e este dá ã mãe o cinto de conchas,
como prova da seriedade de sua proposta. Então ele diz à garota: “Esta noite gostaria que
você viesse ao meu acampamento”. E então ela parte com ele. Meros seres humanos não
eram suficientemente bons para essa garota; por isso ela agora tem algo muito especial.
MOYERS: Se ela não tivesse recusado o primeiro pretendente, que veio através da
convenção social rotineira...
CAMPBELL: ...não teria experimentado essa aventura. Ora, a aventura é estranha e
maravilhosa. Ela acompanha o homem ã aldeia dele, e eles entram na cabana. Passam
juntos dois dias e duas noites e, no terceiro dia, ele diz a ela: “Hoje vou sair para caçar”. E
parte. Mas assim que ele fecha a trave da entrada, ela ouve um estranho barulho lá fora. Ela
passa o dia inteiro sozinha, na choupana, e, quando a noite chega, ouve outra vez o mesmo
barulho estranho. A trave se abre, abruptamente, e uma prodigiosa serpente desliza para
dentro, com a língua dardejando. Pousa a cabeça no colo da moça e diz: “Agora cate os
piolhos da minha cabeça”. A garota encontra ali toda espécie de coisas horríveis e mata-as
todas; em seguida, a serpente ergue a cabeça e desliza para fora, e, num átimo, logo depois
de se fechar, a trave da entrada se abre e ali está, outra vez, o belo jovem, seu noivo. “Você
teve medo de mim quando eu entrei aqui, daquele jeito?”, ele pergunta. “Não”, responde
ela, “não tive medo algum.”
No dia seguinte, ele sai para caçar outra vez, e ela também sai, à procura de lenha para a
fogueira. A primeira coisa que ela vê é uma enorme serpente, se aquecendo nas pedras – e
outra e mais outra. Ela começa a se sentir muito estranha, saudosa e desanimada, e retorna à
cabana.
Nessa noite, a serpente reaparece, deslizando, volta a partir e retorna na forma de homem.
No terceiro dia em que ele se vai logo cedo, a jovem decide abandonar esse lugar. Ela deixa
a cabana. Quando está na floresta, sozinha, parada, pensando, ouve uma voz. Ela se volta e
ali está um velhinho, que diz: “Meu bem, você está em dificuldade. O homem com quem
você se casou é um de sete irmãos. Todos eles são mágicos consumados e, como muitos
dessa espécie, seus corações não estão nos seus corpos. Volte à cabana e, na sacola
escondida debaixo da cama daquele com quem você se casou, você encontrará uma coleção
de sete corações”. Este é um motivo xamânico, padrão, em todo o mundo. O coração não
está no corpo, por isso o mágico não pode ser morto. Você precisa encontrar e destruir o
coração.
O PODER DO MITO
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– 173 –
Ela retorna à cabana, encontra a sacola cheia de corações e começa a correr para longe,
quando uma voz a chama: “Pare, pare”. Obviamente, é a voz do mágico. Mas ela continua a
correr. E a voz exclama: “Você pensa que pode fugir de mim, mas não conseguirá”.
Exatamente nesse ponto, ela está começando a desmaiar, quando ouve outra vez a voz do
velhinho. “Vou ajudá-la”, ele diz. Para surpresa dela, ele a está puxando para fora da água.
Ela não sabia que estava dentro da água; quer dizer, com seu casamento, ela tinha se
movido para longe da esfera racional, consciente, direto para a área de impulsos do
inconsciente. É sempre esse o significado dessas aventuras subaquáticas. O caráter resvala
para fora do âmbito da ação controlada, na direção dos impulsos e eventos transpessoais,
que talvez possam ser contidos, talvez não.
O que acontece em seguida, nessa história, é que, quando o velho a retira da água, ela se vê
cercada por um grupo de velhos parados ao longo da margem, todos iguais ao seu salvador.
São os trovões, os poderes do ar superior. Isto é, ela ainda se encontra no plano
transcendente a que foi levada por recusar os pretendentes; somente agora, tendo se
separado do aspecto negativo dos poderes, ela entra na posse do aspecto positivo.
E há muito mais, ainda, nesse conto iroquês: essa jovem, agora a serviço dos altos poderes,
torna os capazes de destruir os poderes negativos do abismo, e, depois disso, é levada de
volta, no bojo de uma tempestade, à cabana de sua mãe.
MOYERS: Você contaria essa história aos seus alunos, – caso eles persigam a sua bem
aventurança, caso se agarrem às chances de suas vidas, caso façam o que desejam fazer –
como ilustração de que a aventura, em si, já é uma recompensa?
CAMPBELL: A aventura é a sua recompensa, mas é necessariamente perigosa, incluindo
possibilidades tanto negativas quanto positivas, umas e outras fora de controle. Estamos
seguindo o nosso próprio caminho, não O caminho do papai ou da mamãe. Com isso
estamos, sem proteção, num campo de poderes superiores aos que conhecemos. É preciso
ter alguma noção das possibilidades de conflito nesse campo, e, para isso, algumas boas
histórias arquetípicas, como esta, podem preparar nos para o que nos aguarda. Se formos
imprudentes e, ao mesmo tempo, estivermos inabilitados para o papel que nos destinamos,
esse será um casamento demoníaco, um verdadeiro desastre. Mesmo assim, porém, uma
voz de resgate talvez seja ouvida, para converter a aventura numa glória para além de
qualquer coisa jamais imaginada.


O Poder do Mito, Joseph Campbell

4 de dez. de 2011

Cuidando da manifestação...

04/12/2011
4+3+4=
11




Este 11 de hoje é especial...
Vem da soma de dois 4 espelhados e um 3 no meio...
Ultrapassar os limites 11...
Mas ultrapassar os limites com relação a nossa atuação no mundo físico... na manifestação externa...
Precisamos trabalhar, nos responsabilizar por nossa manifestação externa....
E com criatividade, com palavras construtivas e ações verdadeiras fazer a diferença...
Para hoje desejo não me abster da minha responsabilidade... desejo fazer o que é pra eu fazer...

Bem aventurança...

03/12/2011
3+3+4
1



Um novo começo se apresenta para cada um de nós... Vamos nos inventar! Quem você gostaria de ser? Invente esta pessoa, torne-se esta pessoa... Pois como diz uma amiga: viemos com tempo de sobra para poder ser quem queremos ser...
Neste novo quero propor a inauguração da bem aventurança em nossas vidas... Eu quero isso!!!


Pondo se no encalço da sua bem aventurança, você se coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera, e a vida que você tem de viver é essa mesma que você está vivendo. Onde quer que esteja – se estiver no encalço da sua bem aventurança, estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você, o tempo todo.

Bem, eu cheguei a esta idéia de bem aventurança porque em sânscrito, a grande
linguagem espiritual do mundo, há três termos que representam a margem, o trampolim
para o oceano da transcendência: Sat, Chit, Ananda. A palavra Sat significa “ser”; Chit
significa “consciência”; Ananda significa “bem aventurança” ou “enlevo”. Pensei: “Não
sei se minha consciência é propriamente consciência ou não; não sei se o que entendo
pelo meu ser é o meu próprio ser ou não; mas sei onde está o meu enlevo. Então, vou
apegarme ao meu enlevo, e isso me trará tanto a minha consciência como o meu ser”.
Creio que funcionou.
O PODER DO MITO
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MOYERS: Será que chegamos a saber a verdade? Será que chegamos a encontrá-la?
CAMPBELL: Cada um possui a sua própria profundidade, a sua própria experiência, e
alguma convicção quanto a estar em contato com sua própria sat chit ananda, seu
próprio ser, através da consciência e da bem aventurança. Os religiosos dizem que não
chegamos a experimentar verdadeiramente a bem aventurança antes de morrermos e
irmos para o céu. Mas eu acredito em atingir o máximo possível dessa experiência
enquanto estamos vivos.
MOYERS: A bem aventurança é agora.
CAMPBELL: No céu, você terá um enlevo tão maravilhoso contemplando Deus que
nem terá condições de se dedicar à sua própria experiência. O céu não é o lugar para se
ter essa experiência – o lugar para ela é aqui.
MOYERS: Você já teve a sensação, como eu tenho às vezes, ao perseguir a sua bem
aventurança, de estar sendo ajudado por mãos invisíveis?
CAMPBELL: O tempo todo. É milagroso. Tenho até mesmo uma superstição, que se
desenvolveu em mim como resultado dessas mãos invisíveis agindo o tempo todo, a
superstição, por exemplo, de que, pondo se no encalço da sua bem aventurança, você se
coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera, e a vida que
você tem que viver é essa mesma que você está vivendo. Quando consegue ver isso,
você começa a encontrar pessoas que estão no campo da sua bem aventurança, e elas
abrem as portas para você. Eu costumo dizer: Persiga a sua bem-aventurança e não
tenha medo, que as portas se abrirão, lá onde você não sabia que havia portas.
MOYERS: Você já sentiu simpatia pelo homem que não dispõe desse tipo de apoio
invisível?
CAMPBELL: Quem não tem esse tipo de apoio? Bem, esse é o tipo que evoca
compaixão, o pobre coitado. Vê-lo tropeçando, desajeitado, quando todas as águas da
vida estão exatamente ali, ao alcance da mão, realmente desperta piedade.
MOYERS: As águas da vida eterna estão exatamente ali? Onde?
JOSEPH CAMPBELL
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CAMPBELL: Onde quer que você esteja, se estiver no encalço da sua bemaventurança,
você estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você,
o tempo todo.


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2 de dez. de 2011

Faxina....

02/12/2011
2+3+4=
9



Sabedoria...
Conhecimento posto em prática...
Temos conceitos herdados e não questionados?
Realmente me porto como falo e prego aos outros?
Quais conceitos que já não me servem continuo usando e me aprisionando?
Minha gente vamos fazer faxina mental...
Estava lendo "O Poder do agora" e fez muito sentido pra mim... um dos artifícios que nós mulheres usamos para a inconsciência é o sofrimento contra nós gravado no inconsciente coletivo... vamos encontrar a brecha e nos identificar com o que somos...vamos registrar uma coisa boa no inconsciente...rsrs... pode ser que assim ele deixe de ser inconsciente e passe a consciente coletivo... rsrs...
Para hoje quero me libertar do que me aprisiona... quero ser eu... quero estar presente...

1 de dez. de 2011

Responsabilidade...


01/12/2011
1+3+4=
8



Quero ser capaz de me responsabilizar por manifestar um mundo melhor... Fazer a diferença a todo instante... Quero que o espiritual e o material em mim deixe de brigar, competir para cooperar, para se integrar...
Amém