É o grande problema interior, aquele de cada um e de todos. É o problema da alma, que descobre em si mesma um abismo de trevas e de luz, que se contempla com uma mistura de encantamento e de pavor e se diz: "Eu não sou deste mundo, pois ele não é suficiente para me explicar".
Os grandes Iniciados- Édouard Schuré

31 de dez de 2011

FELIZ ANO NOVO...

31/12/2011
4+3+4=
11






Não vou fazer previsões... mesmo porque o que eu acredito é que em 2012 seremos o que quisermos ser... Apenas vou fazer escolhas:
Desejo que lideremos nossa vida em conexão com Deus(1)...
que encontremos parcerias que valham a pena (2)...
que seja um ano repleto de criatividade (3)...
e de sonhos concretizados (4).
 Desejo que possamos ousar (5)...
amar (6)...
que possamos encontrar nossa inteireza, céu e terra ao mesmo tempo (7)...
em equilíbrio (8)...
sem esquecer do próximo, já que ele e eu sou um só (9)...
Desejo que o que eu precise me seja dado e que eu possa compartilhar... (10)

Então vamos crer na juventude em nós, na nossa força (11)... E nesta virada, que vibra 11, entrando em um ano que vibra 5, possamos ousar ser nós mesmos e ir além das fronteiras que projetaram pra nós...

FELIZ ANO NOVO!


30 de dez de 2011

Roda da fortuna...

30/12/2011
3+3+4=
10



"MOYERS: O que acontece quando você persegue a sua bem aventurança?


CAMPBELL: Você atinge a bem aventurança. Na Idade Média, uma imagem predileta, que ocorre em muitos, muitos contextos, é a da roda da fortuna. Existe o eixo da roda e existe a borda da roda. Por exemplo, se você estiver preso à borda da roda da fortuna, você estará ou acima, no caminho descendente, ou abaixo, no caminho ascendente. Mas se estiver no eixo, você estará no mesmo lugar o tempo todo, no centro. Este é o sentido do voto de casamento – eu a aceito na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza: no caminho ascendente ou no descendente. Se eu a tomo como O meu centro, minha esposa é a minha bem aventurança, não a riqueza que possa trazer me, não o prestígio social, mas ela, em si. Isso é que é perseguir a bem aventurança.


MOYERS: De que modo poderíamos estabelecer contato com esse manancial da vida eterna, essa bem aventurança que está exatamente aí?


CAMPBELL: Estamos vivendo, o tempo todo, experiências que podem, ocasionalmente, conduzir a isso, uma breve intuição de onde está nossa bem aventurança. Agarre a. Ninguém pode dizer lhe o que será. Você precisa aprender a reconhecer a sua própria profundidade.


MOYERS: Quando você reconheceu a sua?


CAMPBELL: Ah, quando era criança. Nunca deixei ninguém me desviar do curso. Minha família sempre me ajudou, o tempo todo, a realizar apenas o que eu mais profundamente, verdadeiramente, queria fazer. Nunca senti que isso pudesse ser um problema."


O Poder do Mito




Desejo encontrar meu eixo, não um eixo fixo, mas quero participar da dinâmica da vida sem me perder...

29 de dez de 2011

E você?

29/12/2011
11+3+4=
11+7




"MOYERS: E o céu, aquele objetivo almejado pela maioria das pessoas, está dentro de nós. 


CAMPBELL: Céu e inferno estão dentro de nós, e todos os deuses estão dentro de nós. Este é o grande esforço conscientizador dos Upanixades, na índia, nove séculos antes de Cristo. Todos os deuses, todos os céus, todos os mundos estão dentro de nós. São sonhos amplificados, e sonhos são manifestações, em forma de imagem, das energias do corpo, em conflito umas com as outras. Este órgão quer isto, aquele quer aquilo. O cérebro é um dos órgãos.


MOYERS: Quer dizer que, quando sonhamos, pescamos numa espécie de vasto oceano de mitologia que...


CAMPBELL: ...que vai fundo, fundo e mais fundo. Você pode ter tudo isso misturado com complexos, você sabe, coisas desse tipo, mas na verdade, como afirma o dito polinésio, você está “em pé numa baleia, pescando carpas miúdas”. Estamos em pé numa baleia. A base do ser é a base do nosso ser, e, quando simplesmente nos voltamos para fora, vemos todos esses pequenos problemas, aqui e ali. Mas, quando olhamos para dentro, vemos que somos a fonte deles todos."
O Poder do Mito, pág. 50 e 51.

Céu e Terra se unem dentro de nós... 
Quando acordo e percebo que sou a fonte de tudo o que me cerca é assustador, porém libertador ao mesmo tempo... 
Percebo que se minha vida não esta da forma que gostaria, pode ficar, basta que eu faça com que ela fique... Vocês devem estar se perguntando: mas como? 
Literalmente me colocando onde eu quero estar. Se desejo ter uma vida alegre eu primeiro deixo de reclamar de tudo... 
Chegou a hora de construir o que queremos e de agir de acordo com isto... 
Eu estou disposta a aprender e a fazer o que deve ser feito... e você?

28 de dez de 2011

Verdades....

28/12/2011
10+3+4=
8






A justiça...
O que é justo?
Quem tem a verdade?
Como podemos bater no peito e defender piamente um ponto de vista se este é só um ponto dentre tantos?
Não quero competir mais por essa ilusão...
Quero sentir dentro de mim o que tenho que fazer...
Sei que é importante me posicionar em uma situação... mas quero dar esse direito aos outros também mesmo que pensem diferente de mim...
Ainda não sei como me portar mas desejo profundamente abrir essa porta para mim...
Sempre fui uma pessoa que aceitava a verdade dos outros pois num acreditei na minha... mas não quero passar ao ponto de achar que porque agora  tenho um ponto de vista, este seja a única verdade....
Quero aprender o respeito na essência... e não só na máscara....





Não existe nada de completamente errado no mundo, mesmo um relógio parado, consegue estar certo duas vezes por dia.
Paulo Coelho

27 de dez de 2011

Estou viva...

27/12/2011
9+3+4=
16/7





"Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim.
Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas
experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior do nosso
ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar
vivos."
Campbell em o Poder do Mito


Hoje quero ser fiel ao meu propósito de vida...
Viver a experiência por inteiro...
Presente de corpo e alma!

26 de dez de 2011

26/12/2011
8+3+4=
11+4





Espiritualidade e materialidade...
Unidos...
Um dependendo do outro para a evolução...
Não chegamos a lugar nenhum se deixamos um dos dois pra trás...
Que esses dois conceitos se internalizem praticamente dentro de mim como um espaço de união, evolução e realização...

25 de dez de 2011

Livre para voar....

25/12/2012
7+3+4=
5



Natal!!!!
Feliz Natal a todos!!!
Natal dia de nascimento...
Nascimento de Jesus....
E brindado com um 5...
5 da liberdade....
Após a transformação de ontem encontramos um espaço de liberdade...
Eu desejo nascer no dia de hoje, ou melhor renascer...
E ser livre das maluquices que crio para me manter livre de quem eu sou e das outras pessoas...

24 de dez de 2011

A cura....

24/12/2011
6+3+4=
13


" O que a lagarta chama de morte ,o sábio chama de borboleta"


Véspera de Natal...
Amanhã nasce Jesus...
Amanhã nasce o Amor....
E hoje temos um 13 da morte.... ou transformação....
Amanhã vibraremos o 5 da liberdade....
Vamos lagartas vamos virar borboletas....
Eu quero deixar pra trás a doença que criei pra me aprisionar....
Eu tenho coragem...
Eu quero....
Quero a cura Jesus...

23 de dez de 2011

Bolha...

23/12/2011
5+3+4=
3





Comunicação...
Será que nos comunicamos?
Conseguimos ouvir alguém ou até mesmo nós mesmos?
Estamos presos em bolhas isolantes e nos comunicamos conosco mesmos refletidos na imagem de um outrem...
Até quando?
Para mim chega...
É engraçado como uma parte de mim usa esse mecanismo para escolher cada vez mais a bolha....
Quero muito conhecer as pessoas que me cercam...
Me sinto só...
Preciso me relacionar....
E quero muito...

22 de dez de 2011

Aceitação...

22/12/2011
22+3+4=
22+7



Hoje dia de construir a realidade...
Mas não vou fechar o dia...
Vou deixar que cada um coloque a sua pitadinha de criatividade na construção de hoje...
Quero abdicar de ser a dona da verdade...
Quero aprender a aceitar a opinião de outras pessoas sem entrar em competição para eleger a minha verdade...
Não sei como isso vai funcionar mas quero aprender com que a minha verdade conviva em harmonia com a verdade alheia...

Destino...

21/12/2011
3+3+4=
10



"A carta número X do Tarot Mitológico trás as Moiras, as Três Senhoras do Destino. A imagem mostra três mulheres dentro de uma gruta sombria. A primeira à direita, é jovem e bonita e tece o fio em uma roca dourada. A segunda, sentada à esquerda, é mais madura e sua função parece ser a de medir o fio que a primeira fiou. A terceira, bem mais velha, tem nas mãos uma tesoura grande. No centro da carta, entre as três figuras, uma roda dourada, na qual vêem-se quatro figuras humanas em diferentes posições. Pela abertura da gruta vê-se também uma linda pradaria verdejante.
Na mitologia grega, as Moiras tinham como função acompanhar a construção das vidas humanas e seu fim. A primeira, Clotó, a fiadeira, tecia a história de cada vida, como um fio. A segunda mulher, Láquesis, a medidora, media o fio, para averiguar se era chegada a hora de Átropos, a cortadora, usar a tesoura que carrega para determinar o término da existência de cada ser. Eram elas que determinavam o destino, sendo detentoras do poder de vida e morte sobre cada um de nós.
Na figura do tarot, a gruta sugere o útero que gera a vida assim como a tumba ao fim do caminho.
As Três teciam o Fio da Vida dos homens na Escuridão de sua gruta e seu trabalho não poderia ser desfeito por nenhum outro Deus ou Deusa, nem por Zeus."


No tarô, o arcano 10 é o arcano do destino... mas eu acredito que nós fiamos nossos destinos... Importante é aprender a fazê-lo em conexão com Deus...
Hoje desejo aprender a viver na sabedoria...
Em conexão comigo e com Deus!!!

20 de dez de 2011

Amando...

20/12/2011
2+3+4=
9



Ajudar ao próximo sem esquecer de nós mesmos...
Amar a si...
Amar ao próximo...
Hoje temos o exercício do amor...
Vamos iniciar o dia nos tratando da maneira como gostaríamos de ser tratados...
Eu desejo muito me amar, me respeitar mais...

Eu posso...

19/12/2011
1+3+4=
8


Poder...
Ir além do poder...
Quem tem o poder?
Aquele que concretiza...
Todos nós podemos...
Vamos concretizar uma realidade material bem criativa e de acordo com quem somos...
Eu desejo muito isso...

18 de dez de 2011

18/12/2011
9+3+4=
16= 7





'O SEIS não é um número ligado ao mundo material. O SEIS é altamente criativo e está intimamente ligado com os aspectos mais elevados do divino. O número SETE deve ser tomado em consideração por ser o último sinal para lembrar os limites do mundo material. Este número é o símbolo do deus grego do tempo, Cronos, e lembra-nos que tudo o que tem uma duração limitada não é inteiramente real. Apenas é materialmente real. Tudo o que é feito de matéria tem um tempo de vida  limitado. O número SEIS não engloba o conceito de tempo. É este elemento de tempo que tem de ser adicionado aos seis primeiros números para que o mundo material esteja completo. O SETE é o número que simboliza a totalidade do mundo material.  
SETE é a ponte para o mundo espiritual.

O número SETE lida com os limites do mundo material: a noção ou a falta de noção do tempo. As pessoas com um SETE dominante no nome sabem as horas e normalmente acham que é tarde. Aqueles que não têm um número SETE no nome, de uma maneira geral acham que têm todo o tempo no mundo. É necessário ter autodisciplina para poder dominar as energias do número SETE, mas a recompensa é grande: a aquisição crescente de sabedoria.
Não é de admirar que poucas pessoas consigam lidar com o número SETE. Este número no nome estimula as pessoas a controlarem o tempo, e por isso inibe-as quanto ao que querem fazer - há o perigo de não terem confiança em si mesmas nem nos outros. O dever é uma palavra-chave no dicionário delas, e o número SETE encoraja um sentido apurado desta qualidade. Por vezes esta preocupação com o dever esmaga a urgência e a necessidade de expressar amor. O número SETE estimula as pessoas a misturarem o amor com as obrigações.
Na maioria das outras esferas da vida, o número SETE é um instrumento útil para terminar coisas. A ausência do número SETE no nome é fácil de interpretar: a pessoa em questão tem dificuldade em estabelecer limites, e a organização do tempo também apresenta problemas.'



Como lidamos com o tempo?
Somos seus escravos?
É engraçado que de um tempo pra cá, penso no que preciso fazer e penso no horário que deveria acabar ou começar a tarefa... e relaxo... me entrego para o que estou fazendo...
E... surpresa... rsrs... sempre faço as coisas na hora que preciso...Mas hoje eu vivo...
Antes eu ficava escrava da hora porque sempre detestei não estar na hora certa... e não conseguia aproveitar nada... ficava tensa... e controlando o tempo que me controlava...
Coloquei um download de um filme que fala sobre física quântica muito bom e que meche com nossos conceitos rígidos... Vale a pena conferir...
Para hoje desejo profundamente mergulhar mais em cada instante... relaxar mais...viver mais... e conseguir realmente exercer mais meu papel de criadora da minha realidade...


http://www.telaquente.net/quem-somos-nos.html - download grátis do filme "Quem somos nós?"

17 de dez de 2011

Quero aprender amar...

17/12/2011
8+3+4=
6





Céu e terra, luz e sombra, dia e noite... já pensaram que ao invés de serem termos antagônicos são termos complementares...
O Hermetismo já dizia que o que está em cima é como o que está embaixo, ou seja, as coisas embora não sejam idênticas se assemelham...
Para gerar um filho precisamos do óvulo da mulher e do espermatozoide do homem... eles se complementam pra que a vida aconteça... Seguindo este princípio podemos afirmar que nas demais áreas relacionadas a manifestação, os opostos nada mais são do que elementos complementares, que se funcionarem juntos serão harmonizados...
O que eu quero dizer com isto é que já vivemos tempo demais em disputas... chegou a hora de darmos as mão de fato... de ocuparmos nosso lugar no mundo e de deixar que os que nos cercam façam o mesmo...

Quero aprender a amar!!!

16 de dez de 2011

16/12/2011
7+3+4=
10+4
5




'O número 5 representa o Androgenismo, Portal de Acesso, Cruzeiro do Sul, Vênus, Anjos, Espiritual, Mental Abstrato, Verdadeiro, Integração, Vitórioso, 5 Sistema Evolucional, o Polegar, Encontro com a Alma Gêmea, Cristus na Cruz, etc.
No Taro, Toráh, Thot, o Arcano 5 é o Papa. Diante do Sacerdote encontra-se dois seres ajuelhados, simbolizando o veículo mental e emocional da personalidade (alma) humana. Vendo-o assim, penso que a alma encontra-se em equilíbrio; pronta para entrar em contato com o seu Eu Superior, Seu Verdadeiro Sacerdote, tão procurado em todas às épocas. Representa o reencontro com a consciência Divina, a bem aventurança, a casa do Pai, a câmara secreta ou com aquilo que os profanos não podem ver, nem sentir, é a natureza original do homem: Ser Divino Novamente.'


http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2010/07/07/131-numerologia

Para hoje desejo descobrir em mim meu ser divino... desejo sentir a liberdade de estar em contato, em união e em paz com meu eu masculino, feminino e divino....

15 de dez de 2011

Saborear...

15/12/2011
6+3+4=
13/4




Responsabilidade pelo que nos cabe fazer... o que viemos realizar, só nós podemos fazer... Chegou a hora de abraçarmos nossas vidas, de estar por inteiro em cada situação...
Mãos a obra... existe tanto trabalho a ser feito...
Vibrar o que somos, o que sentimos e permanecer em nós o mais que pudermos...
Dizem que o 4 é rígido, metódico... pode ser se você assim desejar...
Mas ele também pode ser o começo da liberdade de fazer tudo com prazer, obedecendo a um fluxo interno que esta diretamente ligado a vida...
A partir de hohe quero estar no lugar que me cabe, fazendo o que devo fazer para crescer... com muitoooo, mas muitooo prazer!!!

14 de dez de 2011

Iniciativa...

14/12/2011
5+3+4=
3



Ação...
Iniciativa...
Vontade...
Como está sua vida?
Como andam os seus sonhos?
O que tem feito de acordo com sua vontade?
Você é o ser mais importante pra você, sua missão é só sua... ninguém pode fazê-la no seu lugar...
Foque na sua vida e permita que os outros também realizem por si o que vieram fazer...
Para hoje desejo que a energia do 3 com toda sua criatividade, comunicação, ação e iniciativa invadam meu ser...

13 de dez de 2011

A roupa do rei...

13/12/2011
4+3+4=
11




Este 11 chegou até nós no dia de hoje através do caminho da criatividade e da comunicação...
Ter a coragem para comunicar ao mundo quais os verdadeiros desejos de sua alma...
As máscaras caíram por terra...
O rei está nu...
Vamos aproveitar e festejar...
Um viva para cada um de nós que ousa a cada dia construir seu mundo com as coisas que tocam seu coração!!!


A roupa do rei

de Hans Christian Andersen

           
"Era uma vez um rei, tão exageradamente amigo de roupas novas, que nelas gastava todo o seu dinheiro. Ele não se preocupava com seus soldados, com o teatro ou com os passeios pela floresta, a não ser para exibir roupas novas. Para cada hora do dia, tinha uma roupa diferente. Em vez de o povo dizer, como de costume, com relação a outro rei: "Ele está em seu gabinete de trabalho", dizia "Ele está no seu quarto de vestir".

A vida era muito divertida na cidade onde ele vivia. Um dia, chegaram hóspedes estrangeiros ao palácio. Entre eles havia dois trapaceiros. Apresentaram-se como tecelões e gabavam-se de fabricar os mais lindos tecidos do mundo. Não só os padrões e as cores eram fora do comum, como, também as fazendas tinham a especialidade de parecer invisíveis às pessoas destituídas de inteligência, ou àquelas que não estavam aptas para os cargos que ocupavam.

"Essas fazendas devem ser esplêndidas, pensou o rei. Usando-as poderei descobrir quais os homens, no meu reino, que não estão em condições de ocupar seus postos, e poderei substituí-los pelos mais capazes... Ordenarei, então, que fabriquem certa quantidade deste tecido para mim."

Pagou aos dois tecelões uma grande quantia, adiantadamente, para que logo começassem a trabalhar. Eles trouxeram dois teares nos quais fingiram tecer, mas nada havia em suas lançadeiras. Exigiram que lhes fosse dada uma porção da mais cara linha de seda e ouro, que puseram imediatamente em suas bolsas, enquanto fingiam trabalhar nos teares vazios.

- Eu gostaria de saber como vai indo o trabalho dos tecelões, pensou o rei. Entretanto, sentiu-se um pouco embaraçado ao pensar que quem fosse estúpido, ou não tivesse capacidade para ocupar seu posto, não seria capaz de ver o tecido. Ele não tinha propriamente dúvidas a seu respeito, mas achou melhor mandar alguém primeiro, para ver o andamento do trabalho.

Todos na cidade conheciam o maravilhoso poder do tecido e cada qual estava mais ansioso para saber quão estúpido era o seu vizinho.
- Mandarei meu velho ministro observar o trabalho dos tecelões. Ele, melhor do que ninguém, poderá ver o tecido, pois é um homem inteligente e que desempenha suas funções com o máximo da perfeição, resolveu o rei.

Assim sendo, mandou o velho ministro ao quarto onde os dois embusteiros simulavam trabalhar nos teares vazios.
- "Deus nos acuda!!!" pensou o velho ministro, abrindo bem os olhos. "Não consigo ver nada!" 
Não obstante, teve o cuidado de não declarar isso em voz alta. Os tecelões o convidaram para aproximar-se a fim de verificar se o tecido estava ficando bonito e apontavam para os teares. O pobre homem fixou a vista o mais que pode, mas não conseguiu ver coisa alguma. 
- "Céus!, pensou ele. Será possível que eu seja um tolo? Se é assim, ninguém deverá sabê-lo e não direi a quem quer que seja que não vi o tecido."

- O senhor nada disse sobre a fazenda, queixou-se um dos tecelões.
- Oh, é muito bonita. É encantadora!! Respondeu o ministro, olhando através de seus óculos. O padrão é lindo e as cores estão muito bem combinadas. Direi ao rei que me agradou muito.
- Estamos encantados com a sua opinião, responderam os dois ao mesmo tempo e descreveram as cores e o padrão especial da fazenda. O velho ministro prestou muita atenção a tudo o que diziam, para poder reproduzi-lo diante do rei.

Os embusteiros pediram mais dinheiro, mais seda e ouro para prosseguir o trabalho. Puseram tudo em suas bolsas. Nem um fiapo foi posto nos teares, e continuaram fingindo que teciam. Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial para olhar o andamento do trabalho e saber se ficaria pronto em breve. A mesma coisa lhe aconteceu: olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios.
- Não é lindo o tecido? Indagaram os tecelões, e deram-lhe as mais variadas explicações sobre o padrão e as cores.
"Eu penso que não sou um tolo, refletiu o homem. Se assim fosse, eu não estaria à altura do cargo que ocupo. Que coisa estranha!!"... Pôs-se então a elogiar as cores e o desenho do tecido e, depois, disse ao rei: "É uma verdadeira maravilha!!"

Todos na cidade não falavam noutra coisa senão nessa esplendida fazenda, de modo que o rei, muito curioso, resolveu vê-la, enquanto ainda estava nos teares. Acompanhado por um grupo de cortesões, entre os quais se achavam os dois que já tinham ido ver o imaginário tecido, foi ele visitar os dois astuciosos impostores. Eles estavam trabalhando mais do que nunca, nos teares vazios.

- É magnífico! Disseram os dois altos funcionários do rei. Veja Majestade, que delicadeza de desenho! Que combinação de cores! Apontavam para os teares vazios com receio de que os outros não estivessem vendo o tecido.
O rei, que nada via, horrorizado pensou: "Serei eu um tolo e não estarei em condições de ser rei? Nada pior do que isso poderia acontecer-me!" Então, bem alto, declarou:
- Que beleza! Realmente merece minha aprovação!! Por nada neste mundo ele confessaria que não tinha visto coisa nenhuma. Todos aqueles que o acompanhavam também não conseguiram ver a fazenda, mas exclamaram a uma só voz:
- Deslumbrante!! Magnífico!!

Aconselharam eles ao rei que usasse a nova roupa, feita daquele tecido, por ocasião de um desfile, que se ia realizar daí a alguns dias. O rei concedeu a cada um dos tecelões uma condecoração de cavaleiro, para seu usada na lapela, com o título "cavaleiro tecelão". Na noite que precedeu o desfile, os embusteiros fiizeram serão. Queimaram dezesseis velas para que todos vissem o quanto estavam trabalhando, para aprontar a roupa. Fingiram tirar o tecido dos teares, cortaram a roupa no ar, com um par de tesouras enormes e coseram-na com agulhas sem linha. Afinal, disseram:

- Agora, a roupa do rei está pronta.
Sua Majestade, acompanhado dos cortesões, veio vestir a nova roupa. Os tecelões fingiam segurar alguma coisa e diziam: "aqui está a calça, aqui está o casaco, e aqui o manto. Estão leves como uma teia de aranha. Pode parecer a alguém que não há nada cobrindo a pessoa, mas aí é que está a beleza da fazenda".

- Sim! Concordaram todos, embora nada estivessem vendo.
- Poderia Vossa Majestade tirar a roupa? propuseram os embusteiros. Assim poderiamos vestir-lhe a nova, aqui, em frente ao espelho. O rei fez-lhes a vontade e eles fingiram vestir-lhe peça por peça. Sua majestade virava-se para lá e para cá, olhando-se no espelho e vendo sempre a mesma imagem, de seu corpo nu.
- Como lhe assentou bem o novo traje! Que lindas cores! Que bonito desenho! Diziam todos com medo de perderem seus postos se admitissem que não viam nada. O mestre de cerimônias anunciou:
- A carruagem está esperando à porta, para conduzir Sua Majestade, durante o desfile.
- Estou quase pronto, respondeu ele.

Mais uma vez, virou-se em frente ao espelho, numa atitude de quem está mesmo apreciando alguma coisa.
Os camareiros que iam segurar a cauda, inclinaram-se, como se fossem levantá-la do chão e foram caminhando, com as mãos no ar, sem dar a perceber que não estavam vendo roupa alguma. O rei caminhou à frente da carruagem, durante o desfile. O povo, nas calçadas e nas janelas, não querendo passar por tolo, exclamava:
- Que linda é a nova roupa do rei! Que belo manto! Que perfeição de tecido!
Nenhuma roupa do rei obtivera antes tamanho sucesso!

Porém, uma criança que estava entre a multidão, em sua imensa inocência, achou aquilo tudo muito estranho e gritou: 
- Coitado!!! Ele está completamente nu!! O rei está nu!!
O povo, então, enchendo-se de coragem, começou a gritar:
- Ele está nu! Ele está nu!
O rei, ao ouvir esses comentários, ficou furioso por estar representando um papel tão ridículo! O desfile, entretanto, devia prosseguir, de modo que se manteve imperturbável e os camareiros continuaram a segurar-lhe a cauda invisível. Depois que tudo terminou, ele voltou ao palácio, de onde envergonhado, nunca mais pretendia sair. Somente depois de muito tempo, com o carinho e afeto demonstrado por seus cortesões e por todo o povo, também envergonhados por se deixarem enganar pelos falsos tecelões, e que clamavam pela volta do rei, é que ele resolveu se mostrar em breve aparições...  Mas nunca mais se deixou levar pela vaidade e perdeu para sempre a mania de trocar de roupas a todo momento. 

Quanto aos dois supostos tecelões, desapareceram misteriosamente, levando o dinheiro e os fios de seda e ouro. Mas, depois de algum tempo, chegou a notícia na corte, de que eles haviam tentando fazer o mesmo golpe em outro reino e haviam sido desmascarados, e agora cumpriam uma longa pena na prisão.









Que hoje possamos nos despir das máscaras que nos impedem de ser quem verdadeiramente somos!

12 de dez de 2011

Recomeço...

12/12/2011
3+3+4=
1


Início de uma nova vida...
Este é o marco na entrada de um novo ciclo...
A partir de agora mais criatividade na manifestação...
Mais cor....
Isso quer dizer mais alegria...
Vamos festejar....

11 de dez de 2011

Simplesmente...

11/12/2011
11+3+4=
11+7




O contato com nosso mundo interior além de extremamente rico, nos transporta para lugares que antes não imaginávamos, nem em nossos mais audaciosos sonhos... A conexão faz com que tenhamos acesso ao nosso poder pessoal... com o tempo e com a prática passamos a manifestar para além do habitual, para além do que nos programaram...
É comum que em um primeiro momento fiquemos sem saber o que fazer, como agir... Contudo, se não nos esquecemos da conexão, se não nos esquecemos quem somos, iremos desfrutar do prazer de viver na bem-aventurança...
A partir de hoje estou sempre e a todo instante no lugar certo, na hora exata e para simplesmente (de forma simples) realizar o que eu vim realizar neste mundo...

10 de dez de 2011

Equilíbrio....

10/12/2011
1+3+4=
8






Equilíbrio...
Eu quero estar em equilíbrio com o universo que vivo...
Que a parte minha responsável por criar a alegria, a leveza e o divertimento desperte com ainda mais força...
Mereço este equilíbrio.... mereço que a vida desperte em mim....
Quero respirar fundo...
Quero dançar com a vida...
Quero mergulhar nos mares...
Quero sentir a brisa...
Quero ver e sentir o sol....
Quero ver as estrelas...
Que Deus esteja presente.... e manifesto...

9 de dez de 2011

Felicidade...

09/12/2011
9+3+4=
16/7




A capacidade de interiorização, de entrar em contato com nosso mundo interior, é essencial para o processo que estamos vivendo...
Hoje quero ver o mundo com alegria e entusiasmo...
Quero vivenciar tudo com leveza, sem me perder de mim mesma... sem me perder de Deus...
Mereço ser feliz!!!

8 de dez de 2011

Foco...

08/12/2011
8+3+4=
11+4




Novamente ultrapassar a barreira do que já foi manifestado...
Observem...
O que mais vemos no mundo? Eu perco mais tempo com as coisas boas ou as ruins? ´Porque contamos compulsivamente os fatos desagradaveis que nos acontecem?
Eu quero a partir de hoje dar enfase nas coisas boas que Deus me dá... quero percebe-las mais.... quero registrá-las mais...
Sou um ser abençoado...
Deus está comigo....
E prepara tudo em minha vida...
Sou lhe grata....
Me ajuda Senhor a enxergá-lo em tudo e em todos o maior tempo possível....

7 de dez de 2011

Mãe Terra...

07/12/2011
7+3+4=
14/5


A criatividade nos da liberdade para escolher para além do que nos foi ensinado... estamos neste mundo para experimentar coisas novas, novos jeitos de ser, de sentir... 
Temos realmente muito a agradecer quando acordamos pela manhã.  Fomos abençoados com mais um dia. Quem sabe hoje é o dia que ousarei encontrar a liberdade de me inventar... sem mascarar... apenas experimentando jeitos diferentes, mais próximo do que minha alma anseia.
Hoje sou grata por estar viva, por ter um corpo que me possibilita saborear com mais tempo cada experiência, que me permite olhar cada uma delas... Hoje desejo fazer a síntese de todas elas estando presente em meu corpo, em comunhão com a mãe Terra... 
Sou nutrida e sei aproveitar a vida!!!

6 de dez de 2011

Uma nova chance...

06/12/2011
6+3+4=
13= 4



Estamos novamente na manifestação física...
Porém este 4 parte de um 13...
A morte...
A transformação...
Um recomeço....
Só aqui vemos uma transformação, uma morte, 13, no corpo físico, 4...
Vamos nos abrir a essa mudança...
Vamos nos abrir as bençãos...
Vamos nos abrir ao amor, ao perdão por nós mesmos inicialmente.... e que isso se estenda...
Eu desejo intensamente me perdoar e me amar...

5 de dez de 2011

Criatividade...

05/12/2011
5+3+4=
3



Hoje eu manifesto a criatividade e me expresso em alegria...
Me conecto a tudo o que realmente existe e deixo a cura acontecer...
Me liberto...


Por exemplo, existe um motivo, nas histórias de índios americanos, que eu chamo de “a
recusa de pretendentes”. Temos uma jovem, bela e formosa, e um jovem lhe propõe
casamento. “Não, não”, ela diz, “não há ninguém suficientemente bom para mim, por
aqui.” Aí aparece uma serpente; ou, se for um rapaz que não quer nada com as moças,
aparece a serpente rainha do grande lago. Assim que recusa os pretendentes, você se eleva
acima do nível comum e se coloca num nível de poder mais alto, de perigo maior. A
questão é: você está preparado para enfrentar o desafio?
Outro motivo dos índios americanos envolve a mãe e dois meninos. A mãe diz: “Vocês
podem brincar em volta das casas, mas não vão na direção norte”. É para o norte que eles
vão. Eis o aventureiro.
MOYERS: O que você conclui daí?
CAMPBELL: Com a recusa de pretendentes, com a ultrapassagem de uma barreira, começa
a aventura. Você adentra num terreno desconhecido, novo. Não pode haver criatividade a
menos que você abandone o delimitado, o fixo, todas as regras.
Existe uma história iroquesa que ilustra o motivo da rejeição de pretendentes. Uma garota
vivia com a mãe numa barraca, no limite da aldeia. Era uma garota muito bonita, mas
extremamente orgulhosa, e não aceitaria nenhum dos rapazes. A mãe vivia terrivelmente
aborrecida com ela.
Certo dia, elas estavam colhendo madeira bem longe da aldeia, quando uma escuridão
ameaçadora se abateu sobre elas. Pois bem, não era o escuro da noite. Quando uma
escuridão daquelas ocorre, há sempre a artimanha de um mágico por detrás. Então, diz a
mãe: “Vamos juntar alguns gravetos e fazer uma pequena barraca para nós; vamos colher
madeira e passar a noite aqui,”.
JOSEPH CAMPBELL
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– 172
E exatamente o que fazem; preparam uma pequena ceia e a mãe adormece. De repente, a
garota abre os olhos e vê um belo jovem diante dela, com um cinto de contas de conchas,
esplêndidas plumas negras... um tipo muito atraente. Ele diz: “Vim para me casar com você
e aguardarei sua resposta”.
E ela diz: “Preciso consultar minha mãe”.
Ela faz a consulta, a mãe aceita o jovem como genro e este dá ã mãe o cinto de conchas,
como prova da seriedade de sua proposta. Então ele diz à garota: “Esta noite gostaria que
você viesse ao meu acampamento”. E então ela parte com ele. Meros seres humanos não
eram suficientemente bons para essa garota; por isso ela agora tem algo muito especial.
MOYERS: Se ela não tivesse recusado o primeiro pretendente, que veio através da
convenção social rotineira...
CAMPBELL: ...não teria experimentado essa aventura. Ora, a aventura é estranha e
maravilhosa. Ela acompanha o homem ã aldeia dele, e eles entram na cabana. Passam
juntos dois dias e duas noites e, no terceiro dia, ele diz a ela: “Hoje vou sair para caçar”. E
parte. Mas assim que ele fecha a trave da entrada, ela ouve um estranho barulho lá fora. Ela
passa o dia inteiro sozinha, na choupana, e, quando a noite chega, ouve outra vez o mesmo
barulho estranho. A trave se abre, abruptamente, e uma prodigiosa serpente desliza para
dentro, com a língua dardejando. Pousa a cabeça no colo da moça e diz: “Agora cate os
piolhos da minha cabeça”. A garota encontra ali toda espécie de coisas horríveis e mata-as
todas; em seguida, a serpente ergue a cabeça e desliza para fora, e, num átimo, logo depois
de se fechar, a trave da entrada se abre e ali está, outra vez, o belo jovem, seu noivo. “Você
teve medo de mim quando eu entrei aqui, daquele jeito?”, ele pergunta. “Não”, responde
ela, “não tive medo algum.”
No dia seguinte, ele sai para caçar outra vez, e ela também sai, à procura de lenha para a
fogueira. A primeira coisa que ela vê é uma enorme serpente, se aquecendo nas pedras – e
outra e mais outra. Ela começa a se sentir muito estranha, saudosa e desanimada, e retorna à
cabana.
Nessa noite, a serpente reaparece, deslizando, volta a partir e retorna na forma de homem.
No terceiro dia em que ele se vai logo cedo, a jovem decide abandonar esse lugar. Ela deixa
a cabana. Quando está na floresta, sozinha, parada, pensando, ouve uma voz. Ela se volta e
ali está um velhinho, que diz: “Meu bem, você está em dificuldade. O homem com quem
você se casou é um de sete irmãos. Todos eles são mágicos consumados e, como muitos
dessa espécie, seus corações não estão nos seus corpos. Volte à cabana e, na sacola
escondida debaixo da cama daquele com quem você se casou, você encontrará uma coleção
de sete corações”. Este é um motivo xamânico, padrão, em todo o mundo. O coração não
está no corpo, por isso o mágico não pode ser morto. Você precisa encontrar e destruir o
coração.
O PODER DO MITO
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– 173 –
Ela retorna à cabana, encontra a sacola cheia de corações e começa a correr para longe,
quando uma voz a chama: “Pare, pare”. Obviamente, é a voz do mágico. Mas ela continua a
correr. E a voz exclama: “Você pensa que pode fugir de mim, mas não conseguirá”.
Exatamente nesse ponto, ela está começando a desmaiar, quando ouve outra vez a voz do
velhinho. “Vou ajudá-la”, ele diz. Para surpresa dela, ele a está puxando para fora da água.
Ela não sabia que estava dentro da água; quer dizer, com seu casamento, ela tinha se
movido para longe da esfera racional, consciente, direto para a área de impulsos do
inconsciente. É sempre esse o significado dessas aventuras subaquáticas. O caráter resvala
para fora do âmbito da ação controlada, na direção dos impulsos e eventos transpessoais,
que talvez possam ser contidos, talvez não.
O que acontece em seguida, nessa história, é que, quando o velho a retira da água, ela se vê
cercada por um grupo de velhos parados ao longo da margem, todos iguais ao seu salvador.
São os trovões, os poderes do ar superior. Isto é, ela ainda se encontra no plano
transcendente a que foi levada por recusar os pretendentes; somente agora, tendo se
separado do aspecto negativo dos poderes, ela entra na posse do aspecto positivo.
E há muito mais, ainda, nesse conto iroquês: essa jovem, agora a serviço dos altos poderes,
torna os capazes de destruir os poderes negativos do abismo, e, depois disso, é levada de
volta, no bojo de uma tempestade, à cabana de sua mãe.
MOYERS: Você contaria essa história aos seus alunos, – caso eles persigam a sua bem
aventurança, caso se agarrem às chances de suas vidas, caso façam o que desejam fazer –
como ilustração de que a aventura, em si, já é uma recompensa?
CAMPBELL: A aventura é a sua recompensa, mas é necessariamente perigosa, incluindo
possibilidades tanto negativas quanto positivas, umas e outras fora de controle. Estamos
seguindo o nosso próprio caminho, não O caminho do papai ou da mamãe. Com isso
estamos, sem proteção, num campo de poderes superiores aos que conhecemos. É preciso
ter alguma noção das possibilidades de conflito nesse campo, e, para isso, algumas boas
histórias arquetípicas, como esta, podem preparar nos para o que nos aguarda. Se formos
imprudentes e, ao mesmo tempo, estivermos inabilitados para o papel que nos destinamos,
esse será um casamento demoníaco, um verdadeiro desastre. Mesmo assim, porém, uma
voz de resgate talvez seja ouvida, para converter a aventura numa glória para além de
qualquer coisa jamais imaginada.


O Poder do Mito, Joseph Campbell

4 de dez de 2011

Cuidando da manifestação...

04/12/2011
4+3+4=
11




Este 11 de hoje é especial...
Vem da soma de dois 4 espelhados e um 3 no meio...
Ultrapassar os limites 11...
Mas ultrapassar os limites com relação a nossa atuação no mundo físico... na manifestação externa...
Precisamos trabalhar, nos responsabilizar por nossa manifestação externa....
E com criatividade, com palavras construtivas e ações verdadeiras fazer a diferença...
Para hoje desejo não me abster da minha responsabilidade... desejo fazer o que é pra eu fazer...

Bem aventurança...

03/12/2011
3+3+4
1



Um novo começo se apresenta para cada um de nós... Vamos nos inventar! Quem você gostaria de ser? Invente esta pessoa, torne-se esta pessoa... Pois como diz uma amiga: viemos com tempo de sobra para poder ser quem queremos ser...
Neste novo quero propor a inauguração da bem aventurança em nossas vidas... Eu quero isso!!!


Pondo se no encalço da sua bem aventurança, você se coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera, e a vida que você tem de viver é essa mesma que você está vivendo. Onde quer que esteja – se estiver no encalço da sua bem aventurança, estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você, o tempo todo.

Bem, eu cheguei a esta idéia de bem aventurança porque em sânscrito, a grande
linguagem espiritual do mundo, há três termos que representam a margem, o trampolim
para o oceano da transcendência: Sat, Chit, Ananda. A palavra Sat significa “ser”; Chit
significa “consciência”; Ananda significa “bem aventurança” ou “enlevo”. Pensei: “Não
sei se minha consciência é propriamente consciência ou não; não sei se o que entendo
pelo meu ser é o meu próprio ser ou não; mas sei onde está o meu enlevo. Então, vou
apegarme ao meu enlevo, e isso me trará tanto a minha consciência como o meu ser”.
Creio que funcionou.
O PODER DO MITO
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MOYERS: Será que chegamos a saber a verdade? Será que chegamos a encontrá-la?
CAMPBELL: Cada um possui a sua própria profundidade, a sua própria experiência, e
alguma convicção quanto a estar em contato com sua própria sat chit ananda, seu
próprio ser, através da consciência e da bem aventurança. Os religiosos dizem que não
chegamos a experimentar verdadeiramente a bem aventurança antes de morrermos e
irmos para o céu. Mas eu acredito em atingir o máximo possível dessa experiência
enquanto estamos vivos.
MOYERS: A bem aventurança é agora.
CAMPBELL: No céu, você terá um enlevo tão maravilhoso contemplando Deus que
nem terá condições de se dedicar à sua própria experiência. O céu não é o lugar para se
ter essa experiência – o lugar para ela é aqui.
MOYERS: Você já teve a sensação, como eu tenho às vezes, ao perseguir a sua bem
aventurança, de estar sendo ajudado por mãos invisíveis?
CAMPBELL: O tempo todo. É milagroso. Tenho até mesmo uma superstição, que se
desenvolveu em mim como resultado dessas mãos invisíveis agindo o tempo todo, a
superstição, por exemplo, de que, pondo se no encalço da sua bem aventurança, você se
coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera, e a vida que
você tem que viver é essa mesma que você está vivendo. Quando consegue ver isso,
você começa a encontrar pessoas que estão no campo da sua bem aventurança, e elas
abrem as portas para você. Eu costumo dizer: Persiga a sua bem-aventurança e não
tenha medo, que as portas se abrirão, lá onde você não sabia que havia portas.
MOYERS: Você já sentiu simpatia pelo homem que não dispõe desse tipo de apoio
invisível?
CAMPBELL: Quem não tem esse tipo de apoio? Bem, esse é o tipo que evoca
compaixão, o pobre coitado. Vê-lo tropeçando, desajeitado, quando todas as águas da
vida estão exatamente ali, ao alcance da mão, realmente desperta piedade.
MOYERS: As águas da vida eterna estão exatamente ali? Onde?
JOSEPH CAMPBELL
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CAMPBELL: Onde quer que você esteja, se estiver no encalço da sua bemaventurança,
você estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você,
o tempo todo.


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