É o grande problema interior, aquele de cada um e de todos. É o problema da alma, que descobre em si mesma um abismo de trevas e de luz, que se contempla com uma mistura de encantamento e de pavor e se diz: "Eu não sou deste mundo, pois ele não é suficiente para me explicar".
Os grandes Iniciados- Édouard Schuré

31 de out de 2010

Marés




31/10/2010
4+1+3=
5+3=
8


Quando falamos de equilíbrio neste blog, muitos podem imaginar este equilíbrio como algo estático. Mas o verdadeiro equilíbrio é incrívelmente dinâmico. Já parou para pensar quantos rearranjos são necessários em um único dia. Imagine quando se abrem todoas as possibilidades!!!!
Estático, é algo bem próximo do que a maioria de nós vive ainda hoje. Acordar.. comer... trabalhar... dormir... para depois..acordar... As novidades são evitadas e até mesmo temidas.
Já se perguntaram do porque o infinito é o oito na horizontal?
O verdadeiro equilíbrio abre espaço para múltiplas possibilidades. Só podemos ter liberdade (5) criativa (3) se alcançarmos o equilíbrio dinâmico (8).
Se me apego aos modos de lidar com meu dia a dia e me habituo a eles, fazendo com que se tornem vícios como posso ter liberdade criativa? Deixei de escolher... não sou melhor que qualquer máquina programada.
Que o equilíbrio nos toque neste dia, para que sintamos o pulsar da vida em cada célula do nosso corpo. Vamos celebrar! Cada ato... cada vitória...cada erro... cada acerto...
Não importa que nome eu dê...
contanto que seja uma nova experiência...
Para que assim eu descubra meu próprio ritmo...
meus fluos e refluxos...
Para que eu viva intensamente minhas marés...

30 de out de 2010

Amizade






30/10/2010
3+1+3=
4+3
7


No filme Comer, Amar e Rezar o mestre xamã de Liz, a personagem principal, lhe diz que para descobrir Deus esta precisa ter os 4 pés no chão e olhar a vida através do coração...
O número 7 é o número do místico que vai atrás do autoconhecimento, que vai buscar a conexão com seu Deus interior...
Nosso 7 de hoje vem da união de 4, o número da conexão com a Terra por isso o mestre utiliza 4 pés no chão...
E do 3 que é a união da energia feminina e masculina que unidas geram mais uma energia, e se abrem no coração... olhar o mundo através do amor universal é o que o xamã diz...
Nem tanto ao Céu nem tanto a Terra...
Aproveitar as delícias da Terra tendo a espiritualidade unida  faz o milagre acontecer...
Deus vive no nosso coração, e nós vivemos quando Ele pulsa lá dentro... é nosso amigo inseparavél...

29 de out de 2010

Basta ouvir seu coração

Cegos do castelo...



29/10/2010
11+1+3=
11+4


Para manifestar o que é tangível (4) precisamos ser fecundos, intuitivos e criativos (11). Desta forma, a estagnação que traz o (4) e compensada pelo 11 que vai além do que esta manifestado. É um ciclo, manifesto e transcendo o que foi manifestado. Assim como uma maquete me ajuda a ter uma maior noção tridimensional do projeto, a manifestação me ajuda a ter uma maior noção tridimensional do meu aprendizado.
A partir de hoje deixe de levar tudo tão a sério. Quando damos importância a tudo: caretas, provocações, um salto quebrado, um pneu furado... deixamos de nos responsabilizar pelo que realmente importa: aprender a viver intensamente de forma plena. As manifestações (4) vêm e vão, e é saldável que seja assim. Prova que estamos vivos. Mas não posso fugir de mim mesmo (11), só na ilusão. Quando o 1 tem consciência do encontro com o 1, a vida se transforma e vai além...
Qual é a manifestação que preciso transcender? Dos cegos do castelo me despeço e vou.

Os Cegos Do Castelo
Composição: Nando Reis

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos
Que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno
Que me atraiu
Dos cegos do castelo
Me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, um lugar
Pro que eu sou...
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos
Me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver
Venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou...
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Do seu jardim...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim...
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos
Que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno
Que me atraiu
Dos cegos do castelo
Me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, um lugar
E pro que eu sou
Oh! Oh! Oh! Oh!...
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Do seu jardim...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim
Oh! De mim!

28 de out de 2010

Prazer!!!

esta imagem veio de http://www.loginstyle.com/




28/10/2010
1+1+3=
5


Liberdade para o fluir na intensidade...
Viver a vida em gozo...
Celebrações das pequenas até as maiores coisas...
Prazer...
Entrega profunda à Deus...
Entrega profunda ao relacionamento com as pessoas...
Entrega profunda ao sexo...
Entrega profunda aos sentidos....
Tato, visão, olfato, paladar, audição...
No dia de hoje proponho que procuremos falar menos, preocupar menos, correr menos e sentir os 5 sentidos funcionando... Hoje é o dia do prazer!!!

27 de out de 2010

Para além do medo




27/10/2010
9+1+3=
13/4

O medo realmente nos prende, assim como fala a música de Lenine, não tem solução, se correr o biccho pega e se ficar o bicho come. Rsrs, o que precisamos fazer para transcender o medo e ter poder de manifestação? Simples... rsrs... precisamos nos conectar. Como nos conectar? Aí é outro papo...rsrs..
A conexão me leva para além dos pares de opostos...
A conexão é ao mesmo tempo pés no chão e voar...
é olhar o mundo com os olhos de uma criança...
é ter sede por novas descobertas...
é sentir o pulsar da vida...
Se voc~e consegue se soltar no movimento, qualquer coisa pode conectar você a este estado de consciência... ler estas palavras, sentir o sol na pele... respirar a brisa... dar um mergulho... comer uma fruta...
Mas quando alcançamos este estado é maravilhoso... o sol não é mais o mesmo sol que vejo nascer todos os dias, é um espetáculo...
a brisa envolve todo o nosso ser...
ao mergulhar somos água...
o sabor da fruta é indescritível!!!!!
Pena que ainda não consigo por muito tempo. Mas acredito que da mesma forma que me habituei a estar no medo, posso me habituar a estar em conexão. O medo é estar imerso na ilusão, a conexão é estar livre para manifestar e ter autoridade (4) sobre o que foi manifestado. Asssim como o imperador da carta do tarot, poderemos finalmente usufriur a  nossa manifestação. Teremos todos os elementos para isso... e depois? Quando cansarmos do trono? É só seguir em frente... muitos passos estão por vir... muito temos a descobrir...
Existe vida após o medo... rsrsr


Miedo

Lenine

Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis


Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá

26 de out de 2010

Preciso de ar!!!





26/10/2010
8+1+3=
12/ 3


Olha com tanto 3 ou a gente aprende ou aprende a gestar... a ter paciência... a se entregar no fluxo...
Porque precisamos de tudo para ontem?
Porque corremos tanto?
Porque tudo é tão rápido na atualidade?
Porque queremos tudo com queremos?
Porque não aceitamos que os outros possam ser diferentes e somar isso que é o legal da brincadeira?
Tudo tem seu tempo... já que estamos em um mundo temporal...
Se observarmos a natureza veremos...
Na gestação humana precisamos de 9 meses...
Na plantação tem o tempo de preparar a terra, de plantar, da formação da plantação, da colheita e de novo preparo...
Se pararmos para  prestar a atenção nem pra respirar temos tempo...
No dia de hoje sugiro que respiremos para poder levar paz e mais calma para o nosso interior impaciente e ansioso...
Que hoje possamos ser mais carinhosos conosco mesmos, que possamos perceber aonde é o limite de cada um de nós ... que possamos ser  menos autoritários conosco e com os outros.... aliviar as tensões internas e externas...
NÓS MERECEMOS SER FELIZES!!!!
MAS PRECISAMOS NOS PERMITIR!!!!


A Paz

Roupa Nova

Composição: Michael Jackson Versão: Nando
É preciso pensar um pouco nas pessoas que ainda vêm
Nas crianças
A gente tem que arrumar um jeito
De achar pra eles um lugar melhor.
Para os nossos filhos
E para os filhos de nossos filhos
Pense bem!
Deve haver um lugar dentro do seu coração
Onde a paz brilhe mais que uma lembrança
Sem a luz que ela traz ja nem se consegue mais
Encontrar o caminho da esperança
Sinta, chega o tempo de enxugar o pranto dos homens
Se fazendo irmão e estendendo a mão
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Se você for capaz de soltar a sua voz
Pelo ar, como prece de criança
Deve então começar outros vão te acompanhar
E cantar com harmonia e esperança
Deixe, que esse canto lave o pranto do mundo
Pra trazer perdão e dividir o pão.
Só o amor, muda o que já se fezE a força da paz junta todos outra vezVenha, já é hora de acender a chama da vidaE fazer a terra inteira feliz
Quanta dor e sofrimento em volta a gente ainda tem,Pra manter a fé e o sonho dos que ainda vêm.A lição pro futuro vem da alma e do coração,Pra buscar a paz, não olhar pra trás, com amor.
Se você começar outros vão te acompanharE cantar com harmonia e esperança.
Deixe, que esse canto lave o pranto do mundoPra trazer perdão e dividir o pão.
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Só o amor, muda o que já se fez
E a força da paz junta todos outra vez
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Venha, já é hora de acender a chama da vida
E fazer a terra inteira feliz
Inteira feliz ...


A Paz - Roupa Nova - Feliz ano Novo

25 de out de 2010

Vamos conseguir!!!


25/10/2010
7+1+3=
11


Este tem sido um número recorrente em minha vida atualmente, e tem feito eu vivenciar seu significado em diversas áreas da minha vida em seu sentido mais profundo. No tarot ele representa a crta da Força. O que seria essa força?
"Quando o princípio espiritual é a base da existência do ser humano, sua força pisíquica torna-se inesgotável, pois sua fonte é infinita." GO Mebes. O ideal comum, se transforma a coletividade em uma nova unidade, uma unidade que transcende a unidade formada pelo 10. Essa coletividade empenhada em realizar um objetivo comum forma uma Egrégora, e cada uma delas possui sua própria cor e tonalidade.
Hoje é um bom dia para descobrir qual é o ideal que tenho em minha vida e com quem tenho me associado para realizálo.
Tenho tido ideais de alegria, ou gasto todo o meu dia em mei a tormentas?
Tenho tido ideais de companherismo ou me perco em competições?
Tenho tido ideais de responsabilidade pelo que manifesto ou me perco em projeções?
O processo de interiorização (7), faz com que eu me depare com a unidade de todas as coisa (1) e encontre a manifestação da criatividade, ou o princípio espiritual (3) em minha vida. Somando interiorização (7), unidade (1) e princípio espiritual (3), posso aprender a me relacionar comigo e com os que me cercam em outro nível (11). No 11 realmente não somos sozinhos, EU SOU NÓS. O estar a parte é uma ilusão, ainda estou perdido nela? Acredito que estamos caminhando rumo a manifestação de verdadeiros relacionamentos, mais profundos, de companherismo, descobrindo o verdadeiro sentido de família. Agora é só ter a força interior para juntos podermos manifestar. Afinal, nossa colaboração é essencial. Vamos fazer a parte que nos cabe no processo. Juntos vamos conseguir!!!!

Caçador de Mim
Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

24 de out de 2010

Larga de teimosia!!!! rsrs!!!






24/10/2010
7+3=
1


Hoje mais um ciclo se inicia...
Porque acreditamos que não temos influência sobre as coisas que nos acontecem?
Porque acreditamos que não temos poder de mudar nossa realidade?
Porque tanto medo da vida, da felicidade, de estar conectado a Fonte?
Porque somos tão teimosos?
Temos medo de trocar as "esmolas" que temos por coisas  que realmente condizem com o que necessitamos e merecemos...
O 1 desse novo ciclo que se inicia provém da soma de 7 e 3...
O 7 do autoconhecimento, da busca do meu Deus interno, daquele que nunca me abandona mas que pelo olhar viciado nas coisas supérfluas que tenho, não consigo ver os sinais mágicos e luminosos que me conduzem pela escalada que me trouxe até a Terra, essa escola tão generosa e abençoada... literalmente o ser humano padece no Paraíso...
E o 3  é quando aceito esse Deus interno, e me solto nas mãos dele, olhando sem preconceitos e com curiosidade de um atento estudante as muitas experiências maravilhosas que Ele criará para que eu cumpra minha missão e seja realmente feliz e pleno!!!!
Vamos nos jogar no abismo desse novo ciclo, desse desconhecido, tendo em mente que nesses dias que se seguem temos que interiorizar e conectar o nosso coração o máximo que pudermos com a Fonte, confiar e seguir no fluxo para que o 7 da vitória apareça!!!


Oração de Chico Xavier pra nos ajudar nesse ciclo...

Eu sou Nós

Meu Pai!
Agora eu não quero pedir nada, apenas existir, no aquui e agora!
Cansei de pedir, cansei de reclamar, cansei de emoções perturbadas. Por isso, agora, sintonizo-me com o Seu coração, na tentativa de me purificar de antigos hábitos densos.
Ilumino-me quando tolero, perdoo, aceito e amo. Mesmo assim, não tenho conseguido agir sempre assim. Por isso, entrego-me, agora, ao pulsar do teu coração.

Quero agora ser uno Contigo! Cansei de me separar da Sua Luz! Cansei de aprender pela dor.
Não aguento mais a minha vaidade, intolerância e cegueira. Quero enxergar através dos Seus Olhos, quero amar através do seu Coração e respirar pelos seus Pulmões.
Essa separação me cansa, essa ilusão me trai, essa ganância me adoece... CHEGA! Não quero mais nada além de viver baseado na Sua vontade. Sua Luz está em mim e neste momento permito-me senti-la em todo Seu esplendor. Seu Amor está em mim!

Permito-me agora expressá-lo e usá-lo como antídoto para todo o meu sofrimento...
Pai... me ensina a ser melhor...
Pai... toma as rédeas da minha vida e me ensina a ser conduzido, a aceitar Sua tutela...
Pai... rompe minha arrogância, aniquila meu controle e abre meu coração...
Não quero mais viver separado, não quero mais que minha vontade seja diferente da Sua...

Quero, hoje, agora e sempre, viver a consciência clarificada, pela ação do Seu Amor.
Eu  agora sou Nós...
Eu sou Nós...
Eu sou Nós...
Porque Nós Somos a Luz que o mundo precisa. Porque Nós Somos a Consciência que o mundo carece. Porque sempre que sofro é porque sou o Eu e não o Nós...

Nós somos abundantes e ilimitados. O Eu é limitado e sofredor!
Nós Somos o Universo em expansão amorosa!
O Eu sozinho é decadente e cego.
Eu só sou completo e iluminado quando Sou Nós.
Somos um Só.
Eu Sou Nós! Eu Sou Nós! Eu Sou Nós!

23 de out de 2010

Universalidade




23/10/2010
5+1+3=
9

3 ao quadrado, o número universal.
Estava relendo Os Grandes Iniciados e me deparei com a frase:
"As almas profundas e ternas têm necessidade de silêncio e paz para desabrocharem."
E isso veio depois de um dia tão turbulento e barulhento. Até minha cabeça está que é ruido só. Como desabrochar em meio a tanto barulho? Como olhar para si...se escutar...se importar? Como olhar para o outro em meio a esta confusão? Em meio aos papéis que teimamos em desempenhar todos os dias?
Vítima X Agressor. E o ciclo de agredidos e agressores se perpetua. E não pense que desempenhamos só um dos dois. Em um piscar de olhos passamos da vítima indignada a agressor implacável. Tudo em nome do que é justo, claro. Rsrs...
Nesse esquema das coisas aonde está a universalidade? Será posível manifestá-la?
Um estado de coisas, onde o convívio diário se estabeleça com pessoas que se encontram aptas a compartilhar...
Uma disposição de espírito, para que mesmo sabendo que as pessoas não permanecerão em nossa manifestação, ainda assim, estaremos dispostos a ajudá-las...
Capazes de se olhar nos olhos e dizer: eu mereço...
olhar nos olhos e dizer: isto eu quero ou isto eu não quero... iniciar o ciclo novo (1), tendo fechado o anterior (9).
Universalidade, o que possui carater de universal, para todos, em nome de todos...
Você querendo ou não seus atos são compartihados com todos...
Tudo o que fazemos reflete no todo...
Vamos aproveitar o dia de hoje para sairmos do estado vítima/agressor, vamos fechar este ciclo. Vamos nos considerar merecedores de algo mais... de um novo modo de se relacionar... Vamos escolher duas vezes a criatividade manifesta 3².

Pobres seres humanos,
Que têm a lhes servir apenas a linguagem
E os sinais não verbais.
Pobres criaturas,
Fragilizadas pelas asperezas
Do que pensam ser carga demasiadamente pesada para seus ombros.
Pobres seres,
Que sendo universais,
Não se apercebem dessa universalidade,
E vivem a debater-se entre questiúnculas menores,
Que mais lhes subtraem do que lhes acrescentam ao crescimento...
Pobres entidades,
Divididas entre as imposições sociais e os instintos,
Entre os sonhos de liberdade e as algemas da segurança...
Ser humano é padecer no paraíso!
É sonhar com noites estreladas,
E assistir à tempestade que apaga estrelas,
Varre desertos,
Agita oceanos,
Mas não consegue atingir o espírito dos indomáveis,
Que não se quedam a queixarem-se,
Que não se deixam abater,
E que não chamam de destino as próprias incompetências...
Ser humano é transcender muitos planos,
No planisfério da cosmologia universal;
É sacudir mundos, se necessário,
Para que suas idéias sejam levadas em consideração,
É contar com ajuda, mas não depender dela;
É sorrir ao sisudo,
É vislumbrar o caminho à frente,
Magnífico pelo simples fato de estar lá!
Ser humano é perceber as próprias fragilidades,
Mas não fazer planos em função delas;
É ir ao encontro de, ao invés de aguardar um encontro com;
É ter consciência
De que é a somatória de erros e acertos
Em um processo evolutivo que transcende a própria humanidade,
E que conduzirá,
Em função da opção feita por um ou por outro,
Às conquistas inimagináveis, ou a erros decepcionantes...
Ser humano é optar pelo imponderável, que gera vida,
Ao invés de optar pelo imutável, que é, em si, a própria morte;
É estar consciente da conexão que nos liga ao cosmos,
Sem reduzir essa consciência às regras humanas,
E, como humanas, falhas.
Ser humano é perceber o equilíbrio
Que mantém coesas todas as coisas,
É perceber que a natureza, na mais ampla acepção deste conceito,
Fluirá e refluirá,
Como uma gigantesca maré onisciente e onipresente,
E reposicionará o que for necessário
Para que este equilíbrio seja mantido ou restaurado...
Ser humano
É transcender a compreensão de si mesmo,
É ascender para realidades que são, ao fim,
A razão última da existência.
Ser humano é uma bênção,
Um dom,
Cuja recompensa depende da maneira de usá-lo.


J.B. Xavier

22 de out de 2010

Aquarela




22/10/2010
5+3=
8


8 O número do equilíbrio, da justiça, da prosperidade...
Como poderemos alcançar o equilíbrio no dia de hoje?
Observando nossos números anteriores... 5 e 3...
No 5 passamos pela junção interna da energia feminina, energia masculina, gerando a conexão com Deus, a Chama Trina (composta de azul, rosa e dourado), (as 3 primeiras cartas do tarot) , assim sendo conseguimos estabilidade física (4 Imperador) com esses passos cumpridos poderemos sim, ser livres na manifestação, isso quer dizer que passamos a ter escolhas....
Liberdade de escolhas (5)...
Criatividade para criar manifestações (3)...
Temos então o equilíbrio (8)...
Vamos fazer nossas escolhas unidos a Fonte porque criatividade manifesta é Deus em ação!!!!!!!

Aquarela

Toquinho

Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

21 de out de 2010

Ego e Self




21/10/2010
3+1+3=
7


O 7 representa as  influências do ego agindo sobre o indivíduo e a certeza de que é possível ser mais do que ele representa, vencer o ciclo natural do bem e do mal, assim completando e findando o ciclo promete a certeza da realização, da vitória. O 7 é o carro no tarot, ele traz a vitória, mas para aquele que tirou o ego do comando. O ego é como os dois cavalos, cada um querendo ir para um lado. Quando você não mais acredita que seu ego é você, uma parte sua adormecida pode despertar, é a parte que contém tudo, esta tem capacidade para conduzir a carruagem e chegar a vitória.  
O ego é extremamente unilateral, vê as coisas apenas pelo seu ponto de vista.
 É ele que teme a morte, ele teme morrer.
Se identificar com o ego a tal ponto de ter a ilusão que ele é você é um problema.
O 7 na numerologia nos fala do espiritual e material trabalhando juntos, ou seja, 3+4. Não perder contato com nossa voz interior, nos assegura uma vida mais plena, mais próxima da bem aventurança...
A vitória está em cada uma de nossas partes funcionarem em conjunto, cada qual desempenhando a função que lhe cabe.
Se resgatarmos o funcionamento sadio de nosso Ser, certamente nos sentiremos Um com tudo que existe...
partes de um organismo maior...
Individualidade nada tem a ver com estar separado, mas a descoberta de uma unidade indivisível. Assim funcionaríamos como um TODO e saberíamos nos relacionar e cooperar mutuamente. E isso certamente nos leva a vitória.
Um processo de interiorização nos leva a descobrir que somos um com tudo o que existe. Assim como as células do meu corpo, também sou célula de um organismo maior, e assim por diante.
E como tenho desempenhado meu papel?
O ego para Jung é a parte que trazemos consciente, mas somos muito mais... O ego pode ir se desenvolvendo e trazer para consciência partes do inconsciente... é o que buscamos fazer ao percorrer o caminho do despertar. O self seria a nossa totalidade e o processo de individuação é esta busca de quem somos, do que gostamos, qual é nossa parte nisso tudo.

 O ego, segundo Jung:

"Entendo o ‘Eu’ (Ego) como um complexo de representações que constitui para mim (indivíduo), o centro do meu campo de Consciência e que me parece ter grande continuidade e identidade comigo mesmo. Por isso, falo também do complexo do Eu ou complexo do Ego. O complexo do Eu é tanto conteúdo quanto condição da Consciência, pois um elemento psíquico me é consciente enquanto estiver relacionado com o complexo do Eu. Enquanto o ‘Eu’ for apenas o centro do meu campo consciente, não é idêntico ao todo de minha psique, mas apenas um complexo entre outros complexos.

Por isso distingo entre Eu (Ego) e Si-mesmo (Self). O Eu é o sujeito apenas da minha Consciência, mas o Si-mesmo é o sujeito do meu todo, também da psique inconsciente. Dentro dele está o Eu.

O Si-mesmo ‘gosta’ de aparecer na fantasia inconsciente de 'personalidade superior' ou 'ideal', assim como, por exemplo, o Fausto de Goethe e o Zaratustra de Nietzsche. Neste sentido, o Si-mesmo seria a grandeza ideal que encerraria personalidade superior ou ideal (...) Por amor à idealidade, os traços arcaicos do Si-mesmo foram apresentados como distintos do Si-mesmo ‘superior’: em Goethe,na forma de Mefisto; em Spitteler na forma de Epimeteu; na psicologia, como o demônio ou o anticristo; em Nietzsche, Zaratustra descobre sua Sombra no ‘mais feio dos homens’."Tipos Psicológicos, C.G. Jung, p. 406Para que ocorra o processo de Individuação, é necessário que o Ego se confronte com os aspectos contidos na Sombra. O confronto de Ego x Sombra se faz importante pelo fato de que diante desta confrontação é que o Ego tomará consciência de seus medos, fraquezas e negligências em relação a forma como se relaciona com o Inconsciente e em relação a como se relaciona com o mundo externo. A partir deste momento se torna fundamental, tanto quanto conhecer o sentido do termo Ego, saber o que significa esta Individuação, base da psicanálise junguiana

A Individuação:
"A Individuação, em geral, é o processo de formação do Ser Individual e, em especial, é o desenvolvimento do indivíduo psicológico como ser distinto do Conjunto Humano, da Psicologia Coletiva. É portanto um processo de diferenciação que objetiva o desenvolvimento da personalidade individual. É uma necessidade natural, e uma coibição dela traria prejuízos para a atividade vital do indivíduo. A individualidade já é dada física e fisiologicamente, e daí recorre sua manifestação psicológica correspondente. Colocar-lhe sérios obstáculos significa uma deformação artificial.

É óbvio que um grupo social constituído de indivíduos deformados não pode ser uma instituição saudável e capaz de sobreviver por muito tempo, pois só a sociedade que consegue preservar sua coesão interna e seus valores coletivos, num máximo de liberdade do indivíduo, tem direito à vitalidade duradoura. Uma vez que o indivíduo não é um ser único mas pressupõe também um relacionamento coletivo para sua existência, também o processo de Individuação não leva ao isolamento, mas a um relacionamento coletivo mais intenso e mais abrangente.

O processo psicológico da individuação está intimamente vinculado à assim chamada Função Transcendente, porque ela traça as linhas de desenvolvimento individual que não poderiam ser adquiridas pelos caminhos prescritos pelas normas coletivas.

Em hipótese alguma pode a Individuação ser o único objetivo da educação psicológica. Antes de tomá-la como objetivo, é preciso que tenha sido alcançada a finalidade educativa de adaptação ao mínimo necessário de normas coletivas: a planta que deve atingir o máximo desenvolvimento de sua natureza específica deve, em primeiro lugar, poder crescer no chão em que foi plantada.
A Individuação está sempre em maior ou menor oposição à norma coletiva, pois é separação e diferenciação do geral e formação do peculiar, não uma peculiaridade procurada, mas que já se encontra fundamentada a priori na disposição natural do sujeito. Esta oposição, no entanto, é aparente; exame mais acurado mostra que o ponto de vista individual não está orientado contra a norma coletiva, mas apenas de outro modo. Também o caminho individual não pode ser propriamente uma oposição à norma coletiva pois, em última análise, a oposição só poderia ser uma norma antagônica. E o caminho individual jamais é uma norma.

A norma surge da totalidade de caminhos individuais, só tendo direito a existir e atuar em prol da vida se houver caminhos individuais que, de tempos em tempos, queiram orientar-se por ela. A norma nada serve se tiver valor absoluto. Só acontece um verdadeiro conflito com a norma coletiva quando um caminho individual é elevado à norma, o que é a intenção última do individualismo extremo. Consequentemente, nada tem a ver com individuação que, sem dúvida, toma seu próprio caminho lateral, mas que, por isso mesmo, precisa da norma para sua orientação perante a sociedade e para estabelecer o necessário relacionamento dos indivíduos na sociedade.

A individuação leva, pois, a uma valorização natural das normas coletivas; mas se a orientação vital for exclusivamente coletiva, a norma é supérflua, acabando-se a própria moralidade. Quanto maior a regulamentação coletiva do homem, maior sua imoralidade individual. A individuação coincide com o desenvolvimento da consciência que sai de um estado primitivo de identidade(v). Significa um alargamento da esfera da consciência e da vida psicológica consciente." Tipos Psicológicos, C.G.Jung, pp. 426 a 428

20 de out de 2010

As trombetas estão tocando

esta imagem veio de http://www.jesus-crist.com/






20/10/2010
20+10+3=
6

No 6  fazemos uma escolha, e não sabemos bem o que vai acontecer, nem temos que saber....
O importante é se colocar naquele espaço onde tudo é possível, não é um lugar que o raciocínio esteja presente, você é como que guiado.
Não é a toa que Jesus ressuscitou Lázaro, você já parou para pensar quantos zumbis existem por aí esperando para serem ressuscitados?
Mas tudo isso depende de uma postura interna, o ser como Jesus, afinal é essa forma de viver que traz de volta a vida.
Ser como Jesus é estar vivo.
E como podemos ser como Jesus?
Ele foi um super contestador de sua época... via além de toda e qualquer aparência... amava incondicionalmente...sem preconceitos...tinha confiança inabalável...olhava o melhor de tudo...coisas básicas... isso só para citar algumas... rsrsr. É um exemplo.
Só que sentamos e esperamos que Jesus venha e faça por nós... esperamos um passe de mágica...
Acredito que ele foi o primeiro que conseguiu... assim como o herói do mito, sua saga pode nos ajudar, acredito que ele me ajuda a todo instante..
Mas acredito que somos tão filhos da Fonte, de Deus, chamem como quiser, como Jesus.
Somos co-criadores.
Quando eu me coloco em conexão com Deus, somos UM literalmente, então fazemos juntos, ao mesmo tempo, no mesmo minuto.
Não são ações separadas pela dualidade, é uma mesma ação que acontece em outro nível de consciência. Por isso é uma escolha tão poderosa que pode mudar qualquer coisa: relacionamentos, vida financeira, o DNA, hábitos....  
Então é certo dizer que quando eu me coloco no lugar da conexão, eu e Jesus, operamos o milagre em minha vida, fazemos juntos, ao mesmo tempo, porque neste lugar somos um só.
Nem mesmo importa se você sabe quem é Jesus, se está conectado tem acesso ao que ele sabe, aonde ele chegou e pode mudar sua vida.
Isso não é algo que passa pelo raciocínio.
Quando faço a escolha 6, não sei como vou chegar ao 10 (final do ciclo- A roda da fortuna no tarot)  e depois dar o salto quântico e transcender 11, nem sei como vou ressuscitar no 20.
Mas isso não importa, não tenho que saber racionalmente, tenho que saber me soltar no fluxo da vida, só isso, e ir escolhendo na minha manifestação.
Também somos filhos legítimos de Deus, Deus encarnado, manifestado, somos parte Dele.
O problema é que pensamos que Jesus conseguiu porque era especial, ele podia e a verdadeira mensagem fica escondida.
Sou imensamente grata a ele, ele abriu a possibilidade, ele mostrou que é possível e ressuscitou, de corpo e espírito.
Podemos vencer a morte/estagnação podemos renascer.
Nós também podemos.... podemos renascer como Lázaro... 
Quantas encarnações eu vou precisar, não sei, mas quero me unir a Fonte.
E o arcano 20 do tarot, O Julgamento, fala da descida da Luz espiritual como resposta do Alto... resposta ao trabalho interior de cada um de nós.
Mas esperamos que Jesus literalmente desça do céu, rodeado de anjos para ressuscitar os mortos.
Ele já está fazendo issooooooo.
Ele está trazendo vida para cada um de nós.
Estamos sendo inundados de luz.
Já estamos no fim dos tempos.
Mas é apenas o fim de um ciclo.
Estamos dando um salto de consciência com o planeta.
As trombetas já estão tocando.

19 de out de 2010

Só os loucos sabem...






19/10/2010
5


Hoje estamos em sintonia com o 5 que nos traz a liberdade de criar uma história diferente em nossas vidas...
Após a morte de ontem...
Renascemos hoje... um pouco mais livres...
Um pouco mais loucos...
Só os loucos tem a possibilidade de não serem "normais" e terem que fazer sempre a mesma coisa "normal"...
Os loucos podem fazer qualquer loucura... rsrs... o título nos permite...
Obrigada Senhor por eu ser Louca...
Caminhando e desbravando esse caminho de 22 cartas...
E me tornar a cada dia mais eu, mais livre, mais louca pela vida, pelo amor, pelo ar que respiro, pelo sol que me aquece, pela terra que me nutre, pela intensidade, por tudo que me cerca...



Balada do Louco, dos Mutantes

Dizem que sou louco
por pensar assim
Se eu sou muito louco
por eu ser feliz

Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
que não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu e Brrrrr...

Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu

Mas louco é quem me diz
Que não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu e Brrrrr...

Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz
Eu sou feliz

18 de out de 2010

Pôr-do-sol...

esta imagem veio de http://www.br.olhares.com/




18/10/2010
10+3=
13/4



"O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo."


13 O número da morte... ou melhor o número da transformação...
Morremos todos os dias ao pôr-do-sol e nascemos ao amanhecer...
Todos os dias amanhecemos com um pâncreas novo, assim como uma mucosa estomacal nova...
Mas temos nessa renovação diária uma programação que faz perpetuar tudo como está...
Será que através de uma "morte" não conseguiríamos fazer mudanças nessa programação?
Doenças poderiam ser curadas assim? 
Porque precisamos repetir o mesmo ciclo sempre?
Será que seria pelo medo que temos da morte, essa temerosa desconhecida?
Entrar em relacionamento mais estreito com a natureza e nos dispor a programações novas a cada pequeno ciclo de um dia... poderia nos ajudar a ver com bons olhos a transformação... e a entender internamente que "nada se perde tudo se transforma"...
Estamos aqui encarnados neste planeta e temos como veículo de evolução de nossa alma o corpo físico... abençoado seja ele... (4).
Quanto mais nos dispomos a evoluir mais precisamos ter os pés no chão, aproveitar as infinitas possibilidades de experiências que só o físico proporciona para o aprendizado, morrendo dia-a-dia em busca do que desejamos mas tendo a consciência de que o que está na Terra é da Terra, assim sendo não tem outro dono, portanto não há pra que nem porque se apegar a algo...
Abaixo um mito sobre Shiva o Senhor que dança no Universo destruindo ilusões... O Senhor do amor e misericórdia...


Shiva o Destruidor
"Há muitíssimo tempo, havia três grandes deuses, filhos do Grande Deus Desconhecido, assim chamado porque - segundo narram os sábios - nenhum homem podia Dele se aproximar, a menos que tivesse o coração puro e limpo e merecesse, por suas virtudes, a graça de Sua visão.
Estas três divindades eram, como seu próprio Pai, imaculadas. Brahma, o primogênito, teve por tarefa a criação de todo o universo; o segundo, Vishnu, dedicou-se á conservação e cuidado da obra de seu irmão; enquanto que o mais difícil de todos os trabalhos, coube a Shiva.
- Eu modelo os mundos disse Brahma - para que todas as almas manifestadas tenham a oportunidade de cumprir seu ciclo e retornar à Consciência de nosso Pai Celeste. E por esta razão que crio estrelas e gotas de orvalho, e algum dia, todos seremos novamente UNO. Tempo e Espaço poderão então descansar, pois ninguém necessitará deles.
- Eu cuido da tua obra - falou Vishnu -, e velarei por ela dia após dia, minuto após minuto, para que se mantenha tal qual tu a criaste. Não terei sossego enquanto existir uma só criatura que deva transitar pela "casa das formas" em busca da essência de nosso Divino Pai.
- E tu Shiva? - interrogaram ao terceiro.
- Meu papel é muito difícil, queridos irmãos. Os homens que me contemplam, mas que permanecem aferrados á matéria, verão em mim seu destruidor, porque certamente serei eu quem levará suas almas de regresso ao reino de nosso Senhor. Os sábios, em troca, amar-me-ão buscando-me; e eu, prazeiroso, procurá-los-ei para orientá-los no caminho de retorno àquele mundo do qual jamais voltarão; mundo esse que só podem habitar os homens que alcançaram o supremo estado de perfeição espiritual.
- Sim - disse Vishnu - teu trabalho é árduo, e poucos poderão entendê-lo. Deverás ensinar aos homens que todo este universo criado por Brahma, e custodiado por mim, é pálido reflexo do outro, o real, que mora no coração de nosso Pai. Deverás fazer com que entendam que, ficar apegado a estas formas plasmadas por nós, é pueril. O sábio vê o intimo das coisas, e se une á Essência Suprema da qual tudo isto provém.
Assim foi sempre, e o é ainda agora. Enquanto Brahma cria o cosmos, Vishnu o protege, e Shiva ensina ao coração de todas as coisas, o meio pelo qual atingir a divina meta. Shiva, deus da Misericórdia e do Amor, com infinita ternura, alerta os homens para não se extraviarem na busca daquela Essência Suprema.
- Se souberdes abandonar todos os bens terrenos - diz a seus discípulos -, podereis achar o caminho da Imortalidade, nunca antes. Deveis matar todo apego físico e mental às coisas transitórias, a fim de que vos ilumine a glória dos bens eternos.
E como bom mestre de almas, ele próprio pratica uma austeridade tão rígida, que se tornou conhecido como o maior dos ascetas religiosos. Nada possui na casa-criação de seu irmão Brahma; nela, nada lhe pertence, a não ser as almas que ele, ansiosamente, busca elevar para uni-las a seu Divino Pai. Ainda que príncipe, veste uma humilde túnica de anacoreta, anda descalço, não participa de festa alguma neste mundo, e tudo quanto faz é concentrar sua mente e seu coração naquela amadissima Essência. Na mais alta montanha da índia, lá nos Himalaias, costuma-se vê-lo junto aos monges penitentes que vivem nas neves orando ao Deus Supremo. Eles também adoram Shiva, que reconhecem como seu mestre; e dizem que ele mora no monte Kailasa, perto do lago Mansarovara. Nesse louvado cume onde só chega o vento gelado, ele fica submerso em profunda meditação, tentando colocar toda sua vontade e seu amor na tarefa de despertar almas.
O Kailasa é um monte estranho: quando Shiva está meditando, afirmam que o próprio céu estremece de regozijo, agita-se a neve de suas encostas e as altas montanhas inclinam-se reverentes para, ansiosamente perguntar-lhe:
- Ó misericordioso Shiva! Quando estaremos libertas de nossos corpos de matéria, a fim de nos unirmos outra vez Àquele, nosso Senhor?
Os sábios contam que numa ocasião, quando Shiva estava absorto em profundas meditações, pareceu-lhe por um instante que todos haviam abandonado suas formas materiais; não existiam já nem pássaros, nem estrelas, nem homens, pois tinham-se convertido nesse Grande Desconhecido. Ao ver a criação reintegrada a seu primeiro lar, sentiu-se tão feliz que, no meio do vazio infinito, começou a dançar. Essa maravilhosa dança de Shiva é evocada ainda hoje, em toda a Índia; assim, uma vez por ano os monges a representam, querendo significar com isto que chegará o dia em que o universo inteiro tornar-se-á uma Única Realidade..."

17 de out de 2010

Bem aventurança




17/10/2010
8+1+3=12
3


3 é o número da comunicação e da alegria de viver. Campbell chama esta alegria de viver de bem aventurança. Temos seguido nossa bem aventurança? Ou desistimos frente aos primeiros obstáculos. É bom lembrar que existem sacrifícios pelo caminho para que possamos alcançar o sacro-ofício (12). Digo isso porque o três de hoje veio do 12, 1+2=3. Então nos coloquemos na trilha de nossa bem aventurança e confiemos nas mãos invisíveis que  virão em nosso auxílio... Não se esqueça, é para todos nós...



MOYERS: De que modo poderíamos estabelecer contato com esse manancial da vida eterna, essa bem aventurança que está exatamente aí?

CAMPBELL: Estamos vivendo, o tempo todo, experiências que podem, ocasionalmente, conduzir a isso, uma breve intuição de onde está nossa bem aventurança. Agarre-a. Ninguém pode dizer lhe o que será. Você precisa aprender a reconhecer a sua própria profundidade.

MOYERS: Quando você reconheceu a sua?

CAMPBELL: Ah, quando era criança. Nunca deixei ninguém me desviar do curso. Minha família sempre me ajudou, o tempo todo, a realizar apenas o que eu mais profundamente, verdadeiramente, queria fazer. Nunca senti que isso pudesse ser um problema.

MOYERS: Como podemos nós, que somos pais, ajudar nossos filhos a reconhecer a sua bem aventurança?

CAMPBELL: Você precisa conhecer seu filho e estar sempre muito atento a ele. Você pode ajudar. Quando ensinava no Sarah Lawrence, eu tinha uma entrevista individual com cada um dos meus alunos, pelo menos uma vez a cada quinze dias, de cerca de meia hora. Pois bem, ao conversar sobre as suas leituras obrigatórias, quando você toca em alguma coisa que realmente desperta a reação do aluno, você pode ver que os seus olhos se abrem e a postura física muda. Uma possibilidade de vida se abriu ali. Tudo o que você pode dizer a você mesmo é: “Espero que essa criança se apegue a isso”. Eles talvez consigam, talvez não, mas, quando conseguem, encontram a vida exatamente ali, na sala, ao seu lado.

MOYERS: E não é preciso ser poeta para chegar a isso.

CAMPBELL: Poetas são simplesmente aqueles que adotaram, como profissão e como estilo de vida, o estarem em contato com a própria bem aventurança. A maioria das pessoas se preocupa com outras coisas. Envolvem se em atividades econômicas e políticas ou se deixam engajar numa guerra que não é aquela em que estavam interessadas; nessas circunstâncias, é muito difícil manter se fiel ao propósito essencial. Trata se de uma técnica que cada um precisa desenvolver por sua própria conta. Mas muitas pessoas que vi vem naquele âmbito de interesses que podem ser chamados de triviais possuem a capacidade, que apenas aguarda ser despertada, de progredirem na direção de um âmbito mais elevado. Eu sei disso. Vi acontecer com muitos estudantes. Quando ensinava numa escola preparatória, para meninos, eu gostava de conversar com os que cogitavam sobre a carreira que pretendiam seguir. Um garoto se aproximava e perguntava: “Você acha que eu posso fazer isto? Você acha que eu posso fazer aquilo? Você acha que eu posso ser escritor?”
“Ah”, eu dizia, “não sei. Você é capaz de suportar dez anos de frustração, ninguém prestando atenção a você, ou você acha que vai escrever um best seller logo na primeira tentativa? Se você tem garra para perseverar no que realmente quer, não importa o que aconteça, então vá em frente.”
Então aparecia o papai e dizia: “Não, você deve estudar Direito, porque oferece muito mais perspectiva financeira, você sabe”. Bem, isso é a borda da roda, não o eixo; não é perseguir a bem aventurança. Você pretende se dedicar à fortuna ou à bem aventurança? Voltei da Europa, como estudante, em 1929, exatamente três semanas antes da quebra da Bolsa de Nova Iorque, de modo que fiquei desempregado por cinco anos. Simplesmente não havia emprego. Para mim, foi um período esplêndido.

MOYERS: Esplêndido? O auge da Depressão? O que havia de maravilhoso nisso?

CAMPBELL: Eu não me sentia pobre, apenas sabia que não tinha dinheiro. As pessoas eram muito boas umas com as outras, naquele tempo. Por exemplo, descobri Frobenius, que de repente me entusiasmou, e eu quis ler tudo o que ele tinha escrito. Então simplesmente fiz a encomenda a uma livraria que tinha conhecido, em Nova Iorque, e eles me enviaram os livros, dizendo que não precisaria pagar, até conseguir um emprego – o que aconteceu quatro anos depois.
Havia um velhinho maravilhoso, em Woodstock, que tinha uma propriedade com uns quartinhos que ele alugava por vinte dólares ao ano, pouco mais, pouco menos, a qualquer jovem que, na opinião dele, tivesse algum futuro nas artes. Não havia água corrente, apenas aqui e ali um poço e uma bomba. Ele dizia que não mandava instalar água corrente porque não gostava do tipo de gente que isso atraía. Foi lá que eu realizei a maior parte das minhas leituras básicas. Foi esplêndido. Eu estava no encalço da minha bem aventurança.
Bem, eu cheguei a esta idéia de bem aventurança porque em sânscrito, a grande linguagem espiritual do mundo, há três termos que representam a margem, o trampolim para o oceano da transcendência: Sat, Chit, Ananda. A palavra Sat significa “ser”; Chit significa “consciência”; Ananda significa “bem aventurança” ou “enlevo”. Pensei: “Não sei se minha consciência é propriamente consciência ou não; não sei se o que entendo pelo meu ser é o meu próprio ser ou não; mas sei onde está o meu enlevo. Então, vou apegar-me ao meu enlevo, e isso me trará tanto a minha consciência como o meu ser”.
Creio que funcionou.

MOYERS: Será que chegamos a saber a verdade? Será que chegamos a encontrá-la?

CAMPBELL: Cada um possui a sua própria profundidade, a sua própria experiência, e alguma convicção quanto a estar em contato com sua própria sat chit ananda, seu próprio ser, através da consciência e da bem aventurança. Os religiosos dizem que não chegamos a experimentar verdadeiramente a bem aventurança antes de morrermos e irmos para o céu. Mas eu acredito em atingir o máximo possível dessa experiência enquanto estamos vivos.

MOYERS: A bem aventurança é agora.

CAMPBELL: No céu, você terá um enlevo tão maravilhoso contemplando Deus que nem terá condições de se dedicar à sua própria experiência. O céu não é o lugar para se ter essa experiência – o lugar para ela é aqui.

MOYERS: Você já teve a sensação, como eu tenho às vezes, ao perseguir a sua bem aventurança, de estar sendo ajudado por mãos invisíveis?

CAMPBELL: O tempo todo. É milagroso. Tenho até mesmo uma superstição, que se desenvolveu em mim como resultado dessas mãos invisíveis agindo o tempo todo, a superstição, por exemplo, de que, pondo se no encalço da sua bem aventurança, você se coloca numa espécie de trilha que esteve aí o tempo todo, à sua espera, e a vida que você tem que viver é essa mesma que você está vivendo. Quando consegue ver isso, você começa a encontrar pessoas que estão no campo da sua bem aventurança, e elas abrem as portas para você. Eu costumo dizer: Persiga a sua bem-aventurança e não tenha medo, que as portas se abrirão, lá onde você não sabia que havia portas.

MOYERS: Você já sentiu simpatia pelo homem que não dispõe desse tipo de apoio invisível?

CAMPBELL: Quem não tem esse tipo de apoio? Bem, esse é o tipo que evoca compaixão, o pobre coitado. Vê-lo tropeçando, desajeitado, quando todas as águas da vida estão exatamente ali, ao alcance da mão, realmente desperta piedade.

MOYERS: As águas da vida eterna estão exatamente ali? Onde?

CAMPBELL: Onde quer que você esteja, se estiver no encalço da sua bemaventurança, você estará desfrutando aquele frescor, aquela vida intensa dentro de você, o tempo todo.

16 de out de 2010

Namastê!!!

esta imagem veio de http://www.marketindia.nl/




16/10/2010
8+3=
11


O encontro do 1 + 1...
O encontro real de pessoas inteiras, de essências...
O 2 em um nível mais elevado...
O relacionamento...
Quando digo relacionamento não o limito em um casal, mas sim, a todo e qualquer relacionanento...
Mãe e filho, Pai e filho, parentes, amigos, Deus,  comigo mesmo, com meu trabalho, com desconhecidos,... enfim todo e qualquer relacionamento....
Acredito que o mundo está contra mim?
Estou contra o mundo?
Abandonando a guerra o que sobra?
Pessoas que não se entendem tentando fazer seu melhor...
Consigo aceitar o melhor do outro ou quero impôr o meu melhor aos outros?
Vamos relaxar... largar as armas... e olhar... para mim e para o outro com menos exigência de perfeição...
Não precisamos concordar com tudo mas aceitar as infinitas e diferentes manifestações de Deus que são as pessoas...
Devemos escolher? Claro devemos...
Mas para o dia de hoje vamos tentar não julgar as pessoas e nem as nós mesmos...

Namastê !!!!
("Eu honro o local em você em que o Universo inteiro reside, eu honro o lugar em você que é de Amor, de Integridade, de Sabedoria e de Paz. Quando você está neste lugar em você, e eu estou neste lugar em mim, nós somos um.") - significado extraído de wikipédia

15 de out de 2010

Ciclos




15/10/210
6+1+3=10
1


Para pitágoras, o " o número 10, formado pela adição dos quatro primeiros (1+2+3+4=10) e que contém o precedente, é o número perfeito por exelência, pois representa todos os princípios da divindade evoluídos e reunidos numa nova unidade."
Ontem chegamos ao 9, um ciclo se encerra, hoje, um novo se inicia, mas carregamos conosco as experiências reunidas nos números que anteriores e a roda gira. Se não conseguimos energia suficiente para o salto quãntico, o ciclo se repete, porém não necessariamente no mesmo nível. podemos mudar a velocidade, até mesmo o ritmo. Quantas vezes refazemos nossos passos, tentando achar a melhor maneira de viver um ciclo? Sabemos fechar um ciclo? Nossa sociedade deixou de lado os ritos de passagem que marcam esses ciclos. Será que por isso muitos vezes nos sentimos perdidos, desconectados?
Hoje é dia de recomeçar... então vamos deixar a bagagem inútil para traz... e mesmo que seja necessário refazer o ciclo, que seja diferente... leve... divertido... Quem sabe assim seremos capazes do salto quântico da próxima vez... E esse salto vai nos levar aonde? A um pouco mais perto de nós mesmos...

14 de out de 2010

"Só sei que nada sei" Sócrates

esta imagem veio de www.amagiadeeducar.spaceblog.com .br





14/10/2010
6+3=
9



No dia de hoje vibramos o 9...
O número do amor universal... no tarot o eremita e sua busca interior...
O fim de mais um ciclo...
É interessante observar que quanto mais nos aprofundamos....
Mais percebemos que nada sabemos...
E que o que temos como verdade se esvaia no sopro do vento...
E ficamos nus... sem ter aonde nos apegar...
No primeiro momento tentamos nos cobrir... nos encobrir... desesperadamente... tapando nossas "vergonhas"...
Mas é em vão... todos e até nós começamos a enxergar o quão contraditórios somos...
E como somos tão pouco o que Somos...
....
Vamos questionar as grandes verdades que carregamos... e ver se realmente merecem ser carregadas ou se as soltarmos andamos mais leves...
"Só sei que nada sei" Sócrates

Escutei uma vez um conto perfeito para a reflexão...

Dois monges shaolin (ou eram estudantes de um rabinato? ou seminaristas? não interessa…) iam iniciar sua paregrinação.
As peregrinações eram obrigatórias aos monges no seus primeiro e último anos de estudos. Sempre peregrinavam aos pares, um aluno do primeiro ano e um do último. As regras eram rígidas. Precisavam ir pelo caminho da floresta, sem se desviarem, sem contato com outras pessoas.
Eis que ao atravessarem o rio no pé da montanha, deparam-se com uma mulher. O monge mais novo, assustado, insistiu em atravessar o rio mais adiante, deixando a mulher de lado, ignorando-a. O monge mais velho, corrigiu o jovem:
- Não, ela precisa de ajuda, estamos nós dois aqui para ajudá-la.
O monge mais velho aproximou-se da mulher e ofereceu-se para ajudá-la a atravessar o rio. Levantou-lhe o vestido e colocou-a sobre os ombros. Caminhou pela correnteza, fazendo força para não derrubá-la. Chegando ao outro lado, a moça abraçou-o, agradeceu e sumiu na floresta, tentando retornar a sua vila.
- Por que fizeste isso, irmão? – perguntou o monge mais novo – Não podemos ter contato com outras pessoas, e tu agarras uma mulher e te esfregas nela! Como farás para te purificar agora?
- Já passou, te preocupa com o resto da viagem e não comentas mais – diz o monge mais velho autoritariamente.
Como se adiantasse. Na primeira parada da peregrinação, o monge mais velho deitou e descansou, mas o monge mais novo pôs-se a rezar. Pediu que o seu irmão fosse perdoado por ter-se desviado do caminho. Pediu a Deus e todos os Deuses que o perdoassem. Passou a noite acendendo incensos e recitando orações.
No dia seguinte, o monge mais velho levantou-se a saiu a caminhar, sem falar nada. O monge mais novo, mesmo tentando evitar, sentiu necessidade de confrontar o irmão sobre o ocorrido.
- Já passou – foi a resposta.
Na parada seguinte, o mesmo descaso do monge mais velho. E o monge mais jovem passou mais uma noite acordado rezando.
Os dias e as noites da peregrinação se repetiram até que, enfim, chegaram ao santuário, o destino da jornada.
Então, o monge mais novo enfureceu-se:
- Como irás entrar no santuário? Não estás puro, não podes pisar em solo sagrado. Tu tocaste na mulher, te desviaste do caminho. Não tens o direito.
O monge mais velho, já sem sandalhas, subindo as escadas do templo, virou-se para trás e disse:
- Eu, irmão, deixei a mulher na beira do rio. Porque a trouxeste contigo até aqui?
E o monge mais novo compreendeu que ele só poderia entrar no templo da próxima vez que viesse, após completar todos seus anos de estudos…

13 de out de 2010

Um novo mito...



13/10/2010
4+1+3=
8

União entre espírito e matéria, eis a verdadeira espiritualidade, e isso traz prosperidade. Mas unir na justa proporção, unir em equilíbrio o espiritual e o material. Quando funcionamos como seres inteiros, não mais mutilados, podemos ser férteis... podemos prosperar... não dá para negar nenhuma das partes. Somos seres que tem em si a energia masculina e femina... corpo e espírito... sombra e luz...
Fazer a junção dos elementos em nós é participar do infinito... é estar ligado a fonte que muitos chamam Deus... é estar em movimento. Hoje podemos pensar: Qual é o ponto de equilíbrio? Já repararam que o 8 une dois círculos em um ponto? A minha balança está pendendo mais para a direita ou para a esquerda? Para o céu ou para a terra? A carta 8 do tarô é a Justiça... Saberei qual é o justo equilíbrio do meu universo? Qual é minha parte nisso? Estou a parte ou faço parte? Que a prosperidade nos brinde quando formos inteiros... seres de infinitas possibilidades... terrenos e divinos... conectemos o humano em nós  a fonte de tudo,  para que possamos verdadeiramente SER...




CAMPBELL: A história que temos no Ocidente, na medida em que se baseia na Bíblia, baseia se numa visão do universo que pertence ao primeiro milênio antes de Cristo. Não está de acordo nem com nossa concepção do universo, nem com nossa concepção da dignidade humana. Pertence inteiramente a algum outro lugar. Hoje, temos que reaprender o antigo acordo com a sabedoria da natureza e retomar a consciência de nossa fraternidade com os animais, a água e o mar. Dizer que a divindade modela o mundo e todas as coisas é condenado como panteísmo. Mas panteísmo é uma palavra enganadora. Sugere que um deus pessoal supostamente habita o mundo, mas a idéia em absoluto não é essa. A idéia é transteológica, de um mistério indefinível, inconcebível, admitido como um poder, isto é, como a fonte, o fim e o fundamento de toda a vida e todo o ser.

MOYERS: Você não acha que os americanos modernos rejeitaram a antiga idéia da natureza como divindade porque isso os impediria de dominar a natureza? Como é possível derrubar árvores, rasgar a terra e desviar o curso dos rios para propriedades privadas sem matar Deus?

CAMPBELL: Sim, mas isso não é simplesmente uma característica dos americanos modernos, é a condenação bíblica da natureza, que eles herdaram de sua religião e trouxeram com eles, especialmente da Inglaterra. Deus está separado da natureza, e a natureza é condenada por Deus. Está tudo lá, no Gênesis: estamos destinados a ser os senhores do mundo. Mas se você pensar em nós como vindos da terra, não como tendo sido lançados aqui, de alguma parte, verá que nós somos a terra, somos a consciência da terra. Estes são os olhos da terra, e esta é a voz da terra.


MOYERS: Para mim, nos exemplos que você coletou, ninguém incorpora essa ética melhor
do que o Chefe Seattle.

CAMPBELL: O Chefe Seattle deu um dos últimos testemunhos orais da ordem moral paleolítica. Por volta de 1852, o governo dos Estados Unidos fez um inquérito sobre a aquisição de terras tribais para os imigrantes que chegavam ao país, e o Chefe Seattle escreveu em resposta uma carta maravilhosa. Essa carta expressa, na verdade, toda a moral da nossa conversa.

O Presidente, em Washington, informa que deseja comprar nossa terra. Mas como é possível comprar ou vender o céu, ou a terra? A idéia nos é estranha. Se não possuímos o frescor do ar e a vivacidade da água, como vocês poderão comprá-los? Cada parte desta terra é sagrada para meu povo. Cada arbusto brilhante do pinheiro, cada porção de praia, cada bruma na floresta escura, cada campina, cada inseto que zune. Todos são sagrados na memória e na experiência do meu povo. Conhecemos a seiva que circula nas árvores, como conhecemos o sangue que circula em nossas veias. Somos parte da terra, e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs. O urso, o gamo e a grande águia são nossos irmãos. O topo das montanhas, o húmus das campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, pertencem todos à mesma família. A água brilhante que se move nos rios e riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão lembrar se de que ela é sagrada. Cada reflexo espectral nas claras águas dos lagos fala de eventos e memórias na vida do meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai. Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede, conduzem nossas canoas e alimentam nossos filhos. Assim, é preciso dedicar aos rios a mesma bondade que se dedicaria a um irmão. Se lhes vendermos nossa terra, lembrem se de que o ar é precioso para nós, o ar partilha seu espírito com toda a vida que ampara. O vento, que deu ao nosso avô seu primeiro alento, também recebe seu último suspiro. O vento também dá às nossas crianças o espírito da vida. Assim, se lhes vendermos nossa terra, vocês deverão mantê-la à parte e sagrada, como um lugar onde o homem possa ir apreciar o vento, adocicado pelas flores da campina. Ensinarão vocês às suas crianças o que ensinamos às nossas? Que a terra é nossa mãe? O que acontece à terra acontece a todos os filhos da terra. O que sabemos é isto: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Todas as coisas estão ligadas, assim como o sangue nos une a todos. O homem não teceu a rede da vida, é apenas um dos fios dela. O que quer que ele faça à rede, fará a si mesmo.
Uma coisa sabemos: nosso deus é também o seu deus. A terra é preciosa para ele e magoá-la é acumular contrariedades sobre o seu criador. O destino de vocês é um mistério para nós. O que acontecerá quando os búfalos forem todos sacrificados? Os cavalos selvagens, todos domados? O que acontecerá quando os cantos secretos da floresta forem ocupados pelo odor de muitos homens e a vista dos montes floridos for bloqueada pelos fios que falam? Onde estarão as matas? Sumiram! Onde estará a águia? Desapareceu! E o que será dizer adeus ao pônei arisco e à caça? Será o fim da vida e o início da sobrevivência. Quando o último pele vermelha desaparecer, junto com sua vastidão selvagem, e a sua memória for apenas a sombra de uma nuvem se movendo sobre a planície... estas praias e estas florestas ainda estarão aí? Alguma coisa do espírito do meu povo ainda restará? Amamos esta terra como o recém nascido ama as batidas do coração da mãe. Assim, se lhes vendermos nossa terra, amem na como a temos amado. Cuidem dela como temos cuidado. Gravem em suas mentes a memória da terra tal como estiver quando a receberem. Preservem a terra para todas as crianças e amem na, como Deus nos ama a todos. Assim como somos parte da terra, vocês também são parte da terra. Esta terra é preciosa para nós, também é preciosa para vocês. Uma coisa sabemos: existe apenas um Deus. Nenhum homem, vermelho ou branco, pode viver à parte. Afinal, somos irmãos.
MOYERS: Os cientistas começam a falar abertamente sobre a Gaia Ciência.

CAMPBELL: É isso mesmo, todo o planeta como um só organismo.

MOYERS: Mãe Terra. Será que os novos mitos brotarão dessa imagem?

CAMPBELL: Bem, alguma coisa, sim. Você não pode prever que mito está para surgir, assim como não pode prever o que irá sonhar esta noite. Mitos e sonhos vêm do mesmo lugar. Vêm de tomadas de consciência de um a espécie tal que precisam encontrar expressão numa forma simbólica. E o único mito de que valerá a pena cogitar, no futuro imediato, é o que fala do planeta, não da cidade, não deste ou daquele povo, mas do planeta e de todas as pessoas que estão nele. Esta é a minha idéia fundamental do mito que está por vir. E ele lidará exatamente com aquilo com que todos os mitos têm lidado – o amadurecimento do indivíduo, da dependência à idade adulta, depois à maturidade e depois à morte; e então com a questão de como se relacionar com esta sociedade e como relacionar esta sociedade com o mundo da natureza e com o cosmos. É disso que os mitos têm falado, desde sempre, e é disso que o novo mito terá de falar. Mas ele falará da sociedade planetária. Enquanto isso estiver em curso, nada irá acontecer.

MOYERS: Então você sugere que daí começará o novo mito do nosso tempo?

CAMPBELL: Sim, essa é a base do que o mito deve ser. E já se encontra aqui: o olho da razão, não da minha nacionalidade; o olho da razão, não da minha comunidade religiosa; o olho da razão, não da minha comunidade lingüística. Você percebe? E esta será a filosofia do planeta, não deste ou daquele grupo. Quando a Terra é avistada da Lua, não são visíveis, nela, as divisões em nações ou Estados. Isso pode ser, de fato, o símbolo da mitologia futura. Essa é a nação que iremos celebrar, essas são as pessoas às quais nos uniremos.

download de O Poder do Mito