É o grande problema interior, aquele de cada um e de todos. É o problema da alma, que descobre em si mesma um abismo de trevas e de luz, que se contempla com uma mistura de encantamento e de pavor e se diz: "Eu não sou deste mundo, pois ele não é suficiente para me explicar".
Os grandes Iniciados- Édouard Schuré

1 de out de 2010

É chegada a hora...



01/10/210
1+1+3=
5

Represeta a força da vida, Ter o sopro da vida, o que anima os corpos. O que anima os 4 elementos, que seriam inertes sem o 5° elemento, a quintessência dos alquimistas. O ser humano, um pentagrama que deve ser ativo, ou seja ter liberdade. Mas podemos realmente ser livres? O que é liberdade?
Estava terminando de ler A Cabana, livro que por sinal estou tentando ler o final já faz um tempão, quando me deparei com uma questão: Como ser livre se não sou capaz de perdoar? E lá estava escrito: Perdoar não significa esquecer, significa soltar a garganta da outra pessoa...
Fiquei profundamente aliviada e me fez um sentido enorme ao perceber  que o perdão é somente o ato de soltar a situação e a pessoa envolvida na questão que gerou a mágoa em mim. Não preciso ser amiga dela, não preciso nem mesmo confiar nela. Só preciso seguir em frente... e deixar que ela siga seu rumo também... na direção que desejar...
E as lágrimas ajudam bem no processo, são águas curativas, elas as vezes são as melhores palavras que o coração pode falar. Achei tão bonito quando li. E realmente... Passa a ser um processo... Chorando e curando... Curando e chorando... Daí parece que fica mais fácil soltar, literalmente abrir mão...
Sem o quinto elemento somos inertes... Quantas vezes na vida temos a sensação que estamos vagando feito zumbis? Quantas vezes posso dizer que me sinto realmente viva!!! Daí veio a cereja do bolo... Que  me causou dor e alívio ao mesmo tempo:

Respire em mim... fundo,
Para que eu respire e viva.
E me abrace apertado para eu dormir
suavemente segura por tudo o que você dá.

Venha me beijar vento,
e tire meu fôlego
até que você e eu sejamos um só,
E dançaremos entre os túmulos até que toda a morte se vá...

Como eu quero ser capaz de celebrar a vida, gargalhar até sentir dor na barriga, me deslumbrar com a beleza da chuva, correr ao vento, pular de alegria, chupar jaboticaba no pé, andar descalço, sem medo... Viver... viver tanto, até que toda a morte se vá. E não me refiro a morte que é  a vida-morte-vida. A transformação que faz parte do movimento da própria vida. Mas a morte aniquilação, a ilusão do estermínio, a ilusão do imóvel, da falta de escolha, do medo paralizante. Dançemos entre os túmulos de nossa vida, movimentemos, até que toda a morte se vá... Vamos tirar as coisas do lugar, da acomodação, libertar o que precisa ir embora, respirar mais leve, andar sem tanta bagagem, é chegada a hora...

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