É o grande problema interior, aquele de cada um e de todos. É o problema da alma, que descobre em si mesma um abismo de trevas e de luz, que se contempla com uma mistura de encantamento e de pavor e se diz: "Eu não sou deste mundo, pois ele não é suficiente para me explicar".
Os grandes Iniciados- Édouard Schuré

14 de out de 2010

"Só sei que nada sei" Sócrates

esta imagem veio de www.amagiadeeducar.spaceblog.com .br





14/10/2010
6+3=
9



No dia de hoje vibramos o 9...
O número do amor universal... no tarot o eremita e sua busca interior...
O fim de mais um ciclo...
É interessante observar que quanto mais nos aprofundamos....
Mais percebemos que nada sabemos...
E que o que temos como verdade se esvaia no sopro do vento...
E ficamos nus... sem ter aonde nos apegar...
No primeiro momento tentamos nos cobrir... nos encobrir... desesperadamente... tapando nossas "vergonhas"...
Mas é em vão... todos e até nós começamos a enxergar o quão contraditórios somos...
E como somos tão pouco o que Somos...
....
Vamos questionar as grandes verdades que carregamos... e ver se realmente merecem ser carregadas ou se as soltarmos andamos mais leves...
"Só sei que nada sei" Sócrates

Escutei uma vez um conto perfeito para a reflexão...

Dois monges shaolin (ou eram estudantes de um rabinato? ou seminaristas? não interessa…) iam iniciar sua paregrinação.
As peregrinações eram obrigatórias aos monges no seus primeiro e último anos de estudos. Sempre peregrinavam aos pares, um aluno do primeiro ano e um do último. As regras eram rígidas. Precisavam ir pelo caminho da floresta, sem se desviarem, sem contato com outras pessoas.
Eis que ao atravessarem o rio no pé da montanha, deparam-se com uma mulher. O monge mais novo, assustado, insistiu em atravessar o rio mais adiante, deixando a mulher de lado, ignorando-a. O monge mais velho, corrigiu o jovem:
- Não, ela precisa de ajuda, estamos nós dois aqui para ajudá-la.
O monge mais velho aproximou-se da mulher e ofereceu-se para ajudá-la a atravessar o rio. Levantou-lhe o vestido e colocou-a sobre os ombros. Caminhou pela correnteza, fazendo força para não derrubá-la. Chegando ao outro lado, a moça abraçou-o, agradeceu e sumiu na floresta, tentando retornar a sua vila.
- Por que fizeste isso, irmão? – perguntou o monge mais novo – Não podemos ter contato com outras pessoas, e tu agarras uma mulher e te esfregas nela! Como farás para te purificar agora?
- Já passou, te preocupa com o resto da viagem e não comentas mais – diz o monge mais velho autoritariamente.
Como se adiantasse. Na primeira parada da peregrinação, o monge mais velho deitou e descansou, mas o monge mais novo pôs-se a rezar. Pediu que o seu irmão fosse perdoado por ter-se desviado do caminho. Pediu a Deus e todos os Deuses que o perdoassem. Passou a noite acendendo incensos e recitando orações.
No dia seguinte, o monge mais velho levantou-se a saiu a caminhar, sem falar nada. O monge mais novo, mesmo tentando evitar, sentiu necessidade de confrontar o irmão sobre o ocorrido.
- Já passou – foi a resposta.
Na parada seguinte, o mesmo descaso do monge mais velho. E o monge mais jovem passou mais uma noite acordado rezando.
Os dias e as noites da peregrinação se repetiram até que, enfim, chegaram ao santuário, o destino da jornada.
Então, o monge mais novo enfureceu-se:
- Como irás entrar no santuário? Não estás puro, não podes pisar em solo sagrado. Tu tocaste na mulher, te desviaste do caminho. Não tens o direito.
O monge mais velho, já sem sandalhas, subindo as escadas do templo, virou-se para trás e disse:
- Eu, irmão, deixei a mulher na beira do rio. Porque a trouxeste contigo até aqui?
E o monge mais novo compreendeu que ele só poderia entrar no templo da próxima vez que viesse, após completar todos seus anos de estudos…

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